D. Constantino (1528-1575) nasceu em 1528, foi filho do segundo casamento de D. Jaime, 4º duque de Bragança (1479-1532), com D. Joana de Mendonça, filha de Diogo de Mendonça, alcaide-mor de Mourão. A sucessão da Casa caberia à linha do seu irmão mais velho, D. Teodósio (1510-1563), filho do primeiro casamento do duque D. Jaime.
Membro do Conselho Real e comendador da Ordem de Santiago, em 1548, foi enviado à corte francesa enquanto representante português ao baptismo do filho de Henrique II.
Casou-se, em 1552, com D. Maria de Melo (1540-1605), filha de D. Rodrigo de Melo, 1º conde de Tentúgal e 1º marquês de Ferreira desde 1533.
A 5 de Maio de 1557, D. João III indigitava-o para camareiro-mor de D. Sebastião (ANTT, Chancelaria de D. João III, liv. 71, fl. 243).
Foi nomeado para suceder ao governador Francisco Barreto foi o primeiro vice-rei do reinado de D. Sebastião, tendo sido indigitado para o cargo pela regente D. Catarina, a 3 de Março de 1558, contando então com 30 anos de idade.
Para esta nomeação não foram alheias a vontade do próprio D. Constantino, bem como a influência do duque D. Teodósio (1532-1563), seu irmão.
A proposta foi aceite não só devido ao pedido do maior nobre do Reino mas, sobretudo, porque a Coroa encontrava-se em dificuldades para nomear alguém importante e interessado em tal cargo.
É necessário não esquecer que foi nomeado pela regente D. Catarina num contexto de instabilidade e agitação interna que denunciava a oposição da grande nobreza ao novo contexto político criado pela morte de D. João III e menoridade do jovem D. Sebastião.
Neste contexto, diversas leituras têm sido feitas acerca da razão da sua nomeação. Diogo do Couto sugere a concertação de uma estratégia familiar dos Bragança com os intentos de maior protagonismo do cardeal D. Henrique.
Partido da barra do Tejo a 7 de Abril de 1558 e aportado a Goa a 3 de Setembro, em D. Constantino se depositaram grandes expectativas políticas e militares por ser meio-irmão do primeiro nobre do reino. De facto, talvez por esta sua condição, a sua ação enquanto vice-rei tendeu a ser hiperbolizada e a sua boa imagem um pouco exagerada, chegando a conquista de Damão, na poesia de António Ferreira, a ser comparada à tomada de Azamor, em 1513, pelo duque seu pai.
Fontes: https://eve.fcsh.unl.pt/pt/pessoas/d-constantino-1528-1575 e https://sentirvilavicosa.blogspot.com/2017/07/a-verdadeira-origem-do-serica-vila.html
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