Retrato de Maria Francisca com seus pais e irmãos. Ela está sentada ao lado da mãe.
Monarquia Portuguesa
Notícias antigas e atuais da Casa Real Portuguesa
domingo, 6 de setembro de 2026
sábado, 5 de setembro de 2026
Festa artística de Borghi-Mamo (1884)
15 de Abril de 1884:
Estiveram no teatro de S. Carlos, assistindo à festa artística de Borghi-Mano a Rainha D. Maria Pia, o Rei D. Luís I, o Rei-Consorte Fernando II, o Príncipe D. Carlos, os infantes D. Augusto e D. Afonso e a condessa d'Edla.
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Afonso na cerimónia que assinalou os 130 anos da primeira campanha oceanográfica portuguesa, iniciada pelo Rei D. Carlos I
O Príncipe da Beira esteve presente na cerimónia que assinalou os 130 anos da primeira campanha oceanográfica portuguesa, iniciada pelo Rei D. Carlos I, em 1896.
A cerimónia, promovida pelo IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera, realizou-se no dia 1 de setembro, a bordo do Navio de Investigação Mário Ruivo, em Lisboa, e marcou também o início de uma nova campanha oceanográfica no âmbito da Diretiva-Quadro Estratégia Marinha.
Durante o evento foi realizada, ao largo de Oeiras, a primeira estação de amostragem da nova campanha. O navio Mário Ruivo foi recentemente alvo de um investimento de cerca de sete milhões de euros, destinado ao reforço das suas capacidades científicas e operacionais.
A celebração contou ainda com a presença do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, do Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, do Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, entre outras entidades ligadas ao mar e à investigação científica.
130 anos depois, o legado de D. Carlos I continua vivo, através da ciência, da monitorização e da conservação do oceano português.
Fotografias: IPMA
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Rei D. Luís I em missa por a alma do Rei D. Pedro V (1883)
12 de Novembro de 1883:
O Rei D. Luís assistiu pelas 11 horas da manhã, na Igreja da Sé, aos ofícios e orações fúnebres pela alma do Rei D. Pedro V.
Recordar - Women for Peace Award 2000 entregue a S.A.R. a Duquesa de Bragança
Em 12 de Dezembro de 2000, em Roma, Sua Alteza Real a Senhora Dona Isabel, Duquesa de Bragança recebeu o prémio internacional Women for Peace Award 2000 (Prémio Mulheres para a Paz 2000) com que cada ano a Fundação "Together for Peace Foundation" distingue algumas mulheres que lutaram a favor da paz no mundo. Neste caso o motivo foi o trabalho desenvolvido desde há alguns anos de apoio a organizações assistenciais portuguesas.
Nesta mesma ocasião foram também premiadas S.M. a Rainha da Suécia e S.M. a Rainha da Jordânia.
A Fundação "Together for Peace" foi criada pela sua actual presidente, Maria Pia Fanfani, viúva do antigo 1º Ministro Italiano.
O dinheiro que acompanha o prémio foi doado ao Refúgio Aboim Ascensão, em Faro, do qual a Duquesa de Bragança é protectora.
O programa em Roma incluiu uma audiência com o Papa João Paulo II, uma visita ao Presidente da República de Itália, um jantar e uma sessão cultural.
Esta Fundação financiada por doadores particulares e empresas, é também utilizada pelo Governo Italiano para distribuir ajuda humanitária pelos países mais pobres do mundo. Durante os seus 15 anos de existência, trabalhou em 66 países distribuindo ajudas no valor de 82.000.000 de dólares. Tem muito prestígio em Itália e no mundo pela competência e honestidade das suas intervenções e dos seus dirigentes.
Infelizmente várias Instituições incluindo algumas das Nações Unidas (Unicef, etc...) são conhecidas por gastarem mais com os seus funcionários do que com as pessoas que dizem ajudar, como por exemplo em Timor, onde um policia das N.U. ganha 1.200 contos por mês e um policia timorense ganha 20 contos.
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Infante D. Afonso vestido com o uniforme de campanha militar.
Infante D. Afonso de Bragança, Duque do Porto, vestido com o uniforme de campanha militar. A fotografia foi tirada em 1895.
Aquando da Expedição Militar à Índia Portuguesa, força militar que o próprio comandou para controlar uma revolta em Goa, o que lhe valeu a nomeação temporária como Vice-Rei da Índia.
Lançamento da primeira pedra do monumento a Fontes Pereira de Mello (1888)
22 de Janeiro de 1888:
O Infante D. Afonso e Infante D. Augusto assistiram ao lançamento da primeira pedra do monumento a Fontes Pereira de Mello.
terça-feira, 1 de setembro de 2026
D. Luís Henriques de Faria Pereira Saldanha e Lancastre, 3.º Conde das Alcáçovas, mestre-sala da corte
D. Luís Henriques de Faria Pereira Saldanha e Lancastre, 3.º Conde das Alcáçovas (11.05.1846 - 06.03.1892), doutor em Ciências pela Universidade de Lovaina, oficial-mor da Casa Real.
Sucedeu em 1865 como 3º conde de Alcáçovas.
Foi mestre-sala da corte durante o reinado do Rei D. Luís I.
Casou em 1871 com D. Tomásia de Magalhães Mexia Sande Salema Guedes e Meneses.
Foi Comendador da Ordem de Isabel a Católica, Cavaleiro da Ordem de Carlos Terceiro de Espanha, Cavaleiro das Ordens de S.Mauricio e de S. Lazaro de Itália e de Leopoldo da Bélgica
Rei D. Sebastião na revista "Sábado"
O seu nascimento foi visto como milagroso, mas a morte do rei-herói acabou com Portugal (até à Restauração de 1640). E ainda: o problema dos pais-helicóptero; as histórias da praia de Moledo.
Depois de terminar o texto de capa desta edição, sobre a vida de D. Sebastião, a jornalista Susana Lúcio diz que ficou com pena de reis e princesas. Afinal, apesar da abundância e do privilégio em que viviam, “não eram donos do seu próprio destino”. A jornalista imaginou o que a mãe de D. Sebastião terá sentido quando, após perder o marido com quem estava casada há dois anos, foi obrigada a abandonar o único filho, com apenas 4 meses, por razões políticas. O nascimento de D. Sebastião foi considerado um milagre, pois iria salvar Portugal de ter de se subjugar a Castela. No entanto, ao morrer sem descendentes, iria provocar o maior abalo na história de Portugal: a perda da independência. Foi assim que o caracterizou a historiadora Maria do Rosário Themudo Barata, com quem a repórter falou no dia 4 de agosto, exatamente 448 anos depois da batalha de Alcácer Quibir, onde o rei morreu. "Estamos a falar numa data com um peso enorme na nossa História", comentou.
Fonte: https://www.sabado.pt/opiniao/bastidores/detalhe/a-vida-de-d-sebastiao
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Duques de Coimbra visitaram a Região do Douro
29 e 30 de Agosto de 2026:
Os Duques de Coimbra estiveram este fim de semana na Região do Douro, a convite da Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro, numa visita que incluiu momentos de cultura, tradição e património da região.
No sábado de manhã, os Duques de Coimbra participaram num passeio de barco pelo Douro, organizado pela Real Associação, seguindo-se uma prova de vinhos na Quinta do Vallado. Foram recebidos por Francisco Ferreira, trineto da célebre D. Antónia Ferreira e responsável pela quinta, que lhes deu a conhecer a história e a tradição desta emblemática casa duriense.
Os Duques de Coimbra estiveram também presentes na festa e no Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego, onde assistiram à Santa Missa e foram recebidos pelo Reitor do Santuário.
A visita incluiu ainda as Caves Raposeira, onde foram recebidos pelo administrador e sócio, Prof. Orlando Lourenço, e uma receção nos Paços do Concelho de Lamego pelo Presidente da Câmara Municipal, Eng. Francisco Lopes.
Fotografias: Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro
domingo, 30 de agosto de 2026
Entrevista a SAR D. Isabel de Herédia, ao magazine cultural de Sintra, em Março de 2003
"Sintra é um estado de alma"
A mulher do Duque de Bragança não se sente uma notável em Sintra e confessa a sua admiração pela capacidade da Vila em resistir à invasão do betão Isabel Herédia assume-se como sintrense e tradicionalista. Vive os problemas da comunidade em obras de caridade em que participa activamente e apela à utilização dos transportes públicos para resolver o problema das acessibilidades. Monárquica "racional", não hesita em falar das grandes questões nacionais. Considera que Portugal viveu acima das suas possibilidades e aponta a Educação como a prioridade.
-Gosta de viver em Sintra ou sente saudades de Lisboa? E as crianças?
SAR-Os meus filhos são claramente saloios, todos eles. E eu já me sinto muito sintrense. Sintra proporciona uma qualidade de vida que já não é possível encontrar em Lisboa porque manteve as características de vivência de uma vila. Uma vida que se caracteriza pela vizinhança afável e por uma proximidade maior entre as pessoas.
-O que mais a atrai em Sintra?
SAR-Sintra é um estado de alma, não é? Aprecio muito o facto de aqui se ter preservado uma certa tradição, nomeadamente a nível arquitectónico, que já se perdeu noutras terras de Portugal, infelizmente. As pessoas também são fantásticas, muito simpáticas e naturais. As relações humanas são mais intensas porque há menos pressa. Sempre que posso evito sair de cá e até instalei o escritório em casa...
-A que actividades se dedica neste momento?
SAR-Fundamentalmente estou a ajudar o meu marido a desenvolver a rendibilidade do seu património. Uma tarefa muito absorvente e que me motiva bastante. Depois, continuo a ajudar em várias obras de caridade, através da Congregação de São Vicente de Paulo, que tento não descurar.
-O que faz falta a Sintra?
SAR-Acima de tudo tem de ser resolvido o problema dos acessos rodoviários e incentivar as pessoas a usar os transportes públicos. Não devemos ser "escravos" do carro. Sempre que tenho de ir a Lisboa sozinha vou de comboio e só quando vou com as crianças é que uso o automóvel.Outro problema que detecto em Sintra é o da pobreza envergonhada. Há muita gente a passar necessidades, sem dinheiro para comer ou para medicamentos. Mas houve também grandes avanços nos últimos anos. O Centro Olga Cadaval veio trazer uma dinâmica muito grande à vida cultural de Sintra.
-E a Portugal?
SAR-Nos últimos tempos vivemos acima das nossas possibilidades. Perdurou uma espécie de novo riquismo que só podia dar mau resultado. Mas se tivesse poder para mudar alguma coisa era na Educação que eu apostava.
-É monárquica por convicção ou por casamento?
SAR-(risos) Sabe, os meus pais são monárquicos "racionais" e cresci a pensar que a figura de um monarca, enquanto entidade acima dos partidos, só poderia aumentar a coesão nacional, como acontece noutros países europeus, por exemplo. Mantenho essa ideia, até porque o facto de pertencer à família real implica mais deveres e obrigações do que benesses.
-Por que é que o seu marido não tem uma maior participação política?
SAR-Penso que o meu marido sofre de preconceitos anti-monárquicos primários que muita gente, infelizmente, ainda gosta de ostentar em alguns sectores da sociedade. Mas é o país que perde por ele não ter um papel mais activo. O meu marido é um apaixonado por Portugal e poderia ter um papel importante na divulgação do nosso país. Pouca gente sabe mas ele foi determinante para a criação de uma biblioteca portuguesa na índia, por exemplo.
"As Cidades e as Serra" magazine cultural de Sintra nº 6 de Março de 2003







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