O seu nascimento foi visto como milagroso, mas a morte do rei-herói acabou com Portugal (até à Restauração de 1640). E ainda: o problema dos pais-helicóptero; as histórias da praia de Moledo.
Depois de terminar o texto de capa desta edição, sobre a vida de D. Sebastião, a jornalista Susana Lúcio diz que ficou com pena de reis e princesas. Afinal, apesar da abundância e do privilégio em que viviam, “não eram donos do seu próprio destino”. A jornalista imaginou o que a mãe de D. Sebastião terá sentido quando, após perder o marido com quem estava casada há dois anos, foi obrigada a abandonar o único filho, com apenas 4 meses, por razões políticas. O nascimento de D. Sebastião foi considerado um milagre, pois iria salvar Portugal de ter de se subjugar a Castela. No entanto, ao morrer sem descendentes, iria provocar o maior abalo na história de Portugal: a perda da independência. Foi assim que o caracterizou a historiadora Maria do Rosário Themudo Barata, com quem a repórter falou no dia 4 de agosto, exatamente 448 anos depois da batalha de Alcácer Quibir, onde o rei morreu. "Estamos a falar numa data com um peso enorme na nossa História", comentou.
Fonte: https://www.sabado.pt/opiniao/bastidores/detalhe/a-vida-de-d-sebastiao

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