A Vila Cacilda, ou ‘Casa de D. Miguel’, como é popularmente conhecida, é uma construção datada do século XVIII que se encontra dentro da povoação de Queijas. Textos da época referem-na como sendo a casa de veraneio usada pelo monarca nas suas deslocações à região para participar em caçadas. Terá servido igualmente como escala nas viagens que o soberano realizava entre Lisboa e Queluz.
Em termos arquitetónicos, merece menção neste edifício barroco de planta retangular um notável conjunto de azulejos azuis e brancos pombalinos, o mais antigo dos quais remonta à década de 1740. O imóvel, distribuído por dois pisos, possui na fachada principal, ao nível do piso térreo, três portas, a que correspondem, no andar superior, outras tantas janelas com moldura de cantaria. A Vila Cacilda, cujo arquiteto permanece desconhecido, foi classificada como Imóvel de Interesse Público em 2002. Até então, e depois do período de ocupação/utilização por D. Miguel I (1802-1866), a casa foi vendida em 1887 a um particular, sendo que veio mais tarde, já no século XX, a ser transformada num edifício de apartamentos e quartos para arrendar, acabando por chegar aos dias de hoje bem longe do brilho do passado.
Esta ‘Casa de D. Miguel’, que, além dos dois pisos já referidos, apresenta ainda, no topo do edifício, uma pequena estrutura central de águas furtadas com uma janela para o exterior, constitui o único exemplar ainda existente do antigo aglomerado urbano de Queijas. A somar aos motivos já referidos, a construção conta ainda com umas interessantes gárgulas de pedra na fachada principal.
Fonte: https://www.ufcq.pt/patrimonio/93-queijas/1619-vila-cacilda
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