domingo, 9 de novembro de 2025

D. Manuel de Portugal e Castro, vedor da Casa Real


D. Manuel Francisco Zacarias de Portugal e Castro (Lisboa, 5 nov. 1787; idem, 12 jul. 1854). Filho de D. Afonso Miguel de Portugal e Castro (1748-1802), conde de Vimioso e 4.º marquês de Valença, e de D. Maria Teresa Teles da Silva, foi comendador das Ordens de Avis e de N.ª S.ª da Conceição de Vila Viçosa, tal como capitão-general e governador de Minas Gerais, no Brasil, entre 1814 e 1822.
Proclamada a independência do Brasil e aclamado o imperador, D. Manuel retirou-se do país, porque, dizia ele, era D. Manuel de Portugal .Membro da junta criada em 18 de Junho de 1823 para a reforma da lei fundamental. Depois, foi nomeado governador da Ilha da Madeira, por carta patente de D. João VI (1767-1826), de 14 de agosto de 1823. Ainda quando governador da Madeira, foi nomeado vedor e conselheiro da Fazenda Real, mas ainda na Madeira, por decreto de 20 de Janeiro de 1827, foi nomeado governador da Índia, com a indicação de seguir imediatamente para ali, sendo dispensado das formalidades e juramentos em Lisboa.
No ano seguinte, na vigência de D. Miguel (1802-1866), ainda seria vice-rei, o último que teve esse título. Estranho às lutas partidárias da sua época, da mesma forma como tinha feito jurar na Madeira a Carta Constitucional, o mesmo fez na Índia, assim como a realeza de D. Miguel e depois a de D. Maria II (1819-1853). Recusou depois o lugar que lhe foi proposto por uma revolta militar e regressou a Portugal ainda ocupando o lugar de ministro da Marinha no governo do marechal Saldanha (João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun, 1790-1876). Ainda regressaria à lha da Madeira em 1853, no vapor de guerra Infante D. Luís, para em nome do rei apresentar condolências à imperatriz viúva do Brasil D. Amélia de Leuchtenberg (Amélie Auguste Eugénie Napoléone de Beauharnais, 1812-1873) pela morte da Princesa (1831-1853). Faleceria depois em Lisboa presidindo às Cortes.


Fonte: https://www.facebook.com/BrasilisRegnum/posts/d-manuel-francisco-zacarias-de-portugal-e-castro-lisboa-5-nov-1787-idem-12-jul-1/1027102732734396/

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