
Conde de Seisal é um título nobiliárquico criado por D. Luís I de Portugal, por Decreto de 26 de Janeiro de 1871, em favor de José Maurício Correia Henriques, antes 1.º Barão de Seisal e 1.º Visconde de Seisal.
Visconde de Seisal é um título nobiliárquico criado por D. Fernando II de Portugal, Regente na menoridade de D. Pedro V de Portugal, por Decreto de 10 de Janeiro de 1854, em favor de José Maurício Correia Henriques, antes 1.º Barão de Seisal e depois 1.º Conde de Seisal.
Pedro Maurício Correia Henriques (Plön, Holstein, Dinamarca, 27 de Novembro de 1846 - Lisboa, 13 de Fevereiro de 1890), 2.º Visconde de Seisal e 2.º Conde de Seisal, foi um militar e político português.
Depois de promovido a Capitão a 2 de Outubro de 1873, passou a Ajudante-de-Campo do Infante D. Augusto de Bragança, Duque de Coimbra, de que foi exonerado, conservando as referidas honras, depois de colocado na Legação de Berlim. A 2 de Outubro de 1878 passou a Ajudante-de-Ordens de D. Luís I de Portugal, que exerceu depois das sucessivas promoções a Major a 12 de Outubro de 1881 e a Tenente-Coronel a 15 de Julho de 1885. A 13 de Maio de 1886 foi colocado fora do Quadro da Arma por ter sido nomeado Veador da Princesa Real D. Amélia de Orleães. Pode ler uma biografia dele aqui.
A sua esposa, D. Maria Germana de Castro Pereira, foi dama camarista da Rainha D. Amélia. Pode ler uma biografia dela aqui.
Rodrigo Maurício Correia Henriques (Lisboa, 22 de Março de 1887 - Sintra, 3 de Setembro de 1906), era filho de Pedro Maurício Correia Henriques, 2.º Visconde de Seisal e 2.º Conde de Seisal e de D. Maria Germana de Castro Pereira.
Era um dos melhores amigos do Príncipe Real Luís Filipe e do Infante D. Manuel (futuro Rei D. Manuel II).
Foi um dos Moços Fidalgos na cerimónia de juramento do Príncipe Real Luís Filipe como herdeiro do trono de Portugal em 1901.
O funeral de Rodrigo Maurício Correia Henriques realizou-se no dia 5 de Setembro de 1906. Nesse dia o Príncipe Real Luís Filipe e o Infante D. Manuel foram à camara ardente orar, permanecendo ali durante algum tempo muito comovidos, junto do cadáver do seu amigo.
Também depositaram uma coroa de flores de grandes dimensões confecionada com violetas de Parma e lilazes, fitas de "moirée" branco e franjas de ouro, e a dedicatória: "Ao Rodrigo Seisal - Dos seus amigos Luiz e Manuel de Bragança". Pode ler mais aqui.

A Rainha D. Amélia com a Condessa do Seisal
A Condessa de Seisal e o seu genro, Visconde de Asseca, permaneceram fiéis e leais ao último Rei e Rainha Mãe de Portugal, D. Manuel II e Dona Amélia de Orleães, durante o seu exílio em Inglaterra após a criação da República em 1910, mantendo os seus cargos não só como mordomo mas sobretudo como amigos e confidentes particulares da família real em exílio.
Como retribuição por tão inabalável lealdade e profunda amizade, a Rainha Mãe, Dona Amélia, uma vez dada pelo ditador português Salazar a oportunidade de revisitar Portugal em 1945, duas semanas após o fim da Segunda Guerra Mundial, pela primeira e última vez desde que foi forçada ao exílio, incluiu na sua agenda a única reunião protocolar a ter lugar numa residência privada, um almoço na Quinta da Vigia, a 22 de Maio, com os Condes de Seisal e Asseca

A Quinta da Vigia era propriedade da família dos Condes do Seisal.
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