quarta-feira, 30 de abril de 2025

Recepção de aniversário do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia (1894)

28 de Setembro de 1894:


Para celebrar o aniversário do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia foi realizada uma recepção no Palácio da Ajuda, com a presença de ministros, dignitários da corte, oficiais da terra e mar, funcionários e muitas pessoas de distinção.


 


Fonte: Diário Ilustrado

terça-feira, 29 de abril de 2025

D. Duarte, Duque de Bragança participou no evento Mogadouro Templário

26 de Abril de 2025:

D. Duarte, Duque de Bragança, participou no evento Mogadouro Templário, uma organização da Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro.

O Senhor D. Duarte foi recebido no Salão Nobre da Câmara Municipal do Mogadouro, na GNR e nos Bombeiros. O Duque de Bragança esteve ainda presente no mercado medieval, uma palestra sobre os templários e uma alocução muito interessante de SAR sobre a história e situação geral do nosso país na Casa da Cultura.

 



Fotos: Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro (Manuel Cordeiro)

sábado, 26 de abril de 2025

D. Duarte Nuno e D. Maria Francisca de Bragança no casamento do Príncipe Alexandre da Jugoslávia com a Princesa Maria Pia de Itália

12 de Fevereiro de 1954:


D. Duarte Nuno de Bragança e D. Maria Francisca de Orleães e Bragança, Duques de Bragança, assistiram ao casamento do Príncipe Alexandre da Jugoslávia com a Princesa Maria Pia de Itália.


D. Duarte Nuno e D. Maria Francisca de Bragança no casamento do Rei Constantino II da Grécia com a Princesa Anne-Marie da Dinamarca

18 de Setembro de 1964:


D. Duarte Nuno e D. Maria Francisca de Orleães e Bragança, Duques de Bragança, assistem ao casamento do Rei Constantino II da Grécia com a Princesa Anne-Marie da Dinamarca em Atenas, na Grécia.


Resumo do Ano da Família Real - 1860

Agosto:


25 de Agosto - O Rei D. Pedro V partiu de Sintra para Mafra, para assistir à distribuição dos prémios aos alunos que se distinguiram nesse ano na escola subsidiada por o rei naquela vila. (Aqui)


26 de Agosto - O Rei D. Pedro V participou na distribuição de prémios na Escola Real de Mafra. (Aqui)


Outubro:


16 de Outubro - O Rei D. Pedro V visitou Vendas Novas. (Aqui e Aqui)


17 de Outubro - O Rei D. Pedro V visitou Montemor o Novo, Arraiolos, Vimeiro e Estremoz. (Aqui)


18 de Outubro - O Rei D. Pedro V visitou Estremoz, Borba, Vila Boim, Elvas e Vila Viçosa. (Aqui)


20 de Outubro - O Rei D. Pedro V visitou Elvas, Borba e Vila Viçosa. (Aqui)


21 de Outubro - O Rei D. Pedro V visitou Vila Viçosa e Évora. (Aqui)


22 de Outubro - O Rei D. Pedro V visitou Vila Viçosa e Estremoz. (Aqui)


23 de Outubro - O Rei D. Pedro V visitou Vimeiro, Arraiolos e Évora. (Aqui)


24 de Outubro - O Rei D. Pedro V visitou Évora. (Aqui)


25 de Outubro - Rei D. Pedro V em visita ao Alentejo. (Aqui)


27 de Outubro - O Rei D. Pedro V visitou Cuba, Beja, Alcácer do Sal e Setúbal. (Aqui)


Novembro:


4 de Novembro - O Rei D. Pedro V em visita ao Alentejo. (Aqui)


6 de Novembro - Realizou-se uma gala para festejar o aniversário do Rei Consorte Fernando II de Portugal. (Aqui)


21 de Novembro - O Rei D. Pedro V começou uma visita de vários dias ao Porto. (Aqui)


22 de Novembro - O Rei D. Pedro V em visita ao Porto. (Aqui)


23 de Novembro - O Rei D. Pedro V em visita ao Porto. (Aqui)


22, 23 e 24 de Novembro - O Rei D. Pedro V em visita ao Porto. (Aqui)


26 de Novembro - Rei D. Pedro V em visita ao Porto. (Aqui)


27 de Novembro - Último dia da visita do Rei D. Pedro V ao Porto. (Aqui)


Dezembro:


1 de Dezembro - O Rei D. Pedro V e o seu irmão chegaram a Santa Apolónia. (Aqui)

Resumo do Ano da Família Real - 1859

Julho:


16 de Julho - São divulgadas notícias sobre o estado de saúde da Rainha D. Estefânia. (Aqui)


17 de Julho - Morre a Rainha D. Estefânia. (Aqui)


23 de Julho - Realizou-se uma simples gala para celebrar o aniversário do Infante D. Fernando. (Aqui)

Resumo do Ano da Família Real - 1858

Março:


14 de Março - O Rei D. Pedro V participou na distribuição de prémios na Escola de Mafra. (Aqui)


Abril:


29 de Abril - Realiza-se o casamento por procuração do Rei D. Pedro V com D. Estefânia. (Aqui)


30 de Abril - O Rei D. Pedro V nomeou o mordomo e a dama de honor da Rainha D. Estefânia. (Aqui)


Maio:


18 de Maio - Realiza-se o casamento do Rei D. Pedro V com D. Estefânia na Igreja de São Domingos em Lisboa. (Aqui)


Julho:


16 de Julho - Realizou-se uma recepção no Palácio de Belém para celebrar o aniversário da Rainha D. Estefânia. (Aqui)


Agosto:


26 de Agosto - O Rei D. Pedro V e a Rainha D. Estefânia participaram na distribuição de prémios na Escola Real de Mafra. (Aqui)


Setembro:


16 de Setembro - Realiza-se uma recepção no palácio para celebrar o aniversário do Rei D. Pedro V. (Aqui)

Resumo do Ano da Família Real - 1857

Abril:


30 de Abril - O Rei D. Pedro V concedeu o solene beija mão para festejar o aniversário da carta constitucional. (Aqui)


Junho:


22 de Junho - Morre a Infanta Ana de Jesus Maria de Bragança.


Infanta_D._Ana_Jesus_Maria.jpg


Setembro:


16 de Setembro - Realizam-se vários eventos para celebrar o aniversário do Rei D. Pedro V. (Aqui)

Resumo do Ano da Família Real - 1855

Setembro:


16 de Setembro - É realizada a aclamação do Rei D. Pedro V de Portugal. (Aqui)

Resumo do Ano da Família Real - 1854

Junho:


10 de Junho - O Rei D. Pedro V assistiu à cerimónia inaugural do Palácio de Cristal em Sydeham. (Aqui)

Funeral da Rainha D. Maria II (1853)

20 de Novembro de 1853:


Realizou-se o funeral da Rainha D. Maria II.



Pode consultar toda a reportagem aqui.

Resumo do ano da Família Real - 1853

Novembro:


15 de Novembro - Morre a Rainha D. Maria II. (Aqui e Aqui)


20 de Novembro - Funeral da Rainha D. Maria II. (Aqui e Aqui)

Resumo do ano da Família Real - 1893

Janeiro:


1 de Janeiro - Realizou-se a tradicional recepção de ano novo no Palácio de Ajuda. (Aqui)


Março:


21 de Março - Recepção no Palácio da Ajuda para celebrar o 6º aniversário do Príncipe Real Luís Filipe. (Aqui)


Junho:


6 de Junho - A Rainha D. Amélia recebeu os cumprimentos das senhoras que costumam apresentar-lhe as suas homenagens. (Aqui)


Setembro:


28 de Setembro - Realizou-se a tradicional recepção no Palácio da Ajuda para celebrar o aniversário do Rei D. Carlos I e da Rainha D. Amélia. (Aqui)


Novembro:


15 de Novembro - Para celebrar o 4º aniversário do Infante D.Manuel, o ministério foi ao palácio apresentar as suas homenagens ao Rei D.Carlos e da Rainha D.Amélia. (Aqui)


Dezembro:


8 de Dezembro - O Rei D. Carlos I e a Rainha D. Amélia assustiram à festa da Conceição na Sé Patriarcal. (Aqui)

Dom Duarte Pio quando era bebé, no colo da sua tia-avó Dona Adelgundes, Duquesa de Guimarães

sexta-feira, 25 de abril de 2025

Recepção de aniversário do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia (1893)

28 de Setembro de 1893:


Realizou-se a tradicional recepção no Palácio da Ajuda para celebrar o aniversário do Rei D. Carlos I e da Rainha D. Amélia.



Fonte: Diário Ilustrado

Recepção de aniversário do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia (1892)

28 de Setembro de 1892:


Realizou-se uma recepção no Palácio da Ajuda para comemorar o aniversário do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia.



Fonte: Diário Ilustrado

quinta-feira, 24 de abril de 2025

Carta do Chefe da Casa Real Poruguesa ao Núncio Apostólico em Portugal

Carta do Chefe da Casa Real Poruguesa ao Núncio Apostólico em Portugal na sequência da morte do Santo Padre no passado dia 21 de Abril.


 


Fonte: Facebook Casa Real Portuguesa

Duque de Bragança na Missa do dia de São Jorge na Igreja de Santa Cruz, no Castelo de São Jorge

24 de Abril de 2025:

S.A.R. o Duque de Bragança esteve presente na Missa do dia de São Jorge na Igreja de Santa Cruz, no Castelo de São Jorge, promovida pela Ordem Constantiniana de S. Jorge, do ramo do Duque de Calábria.






Fonte: Facebook Casa Real Portuguesa



quarta-feira, 23 de abril de 2025

Evento 80 + 30 Anos a servir Portugal




EVENTO 80 + 30 ANOS A SERVIR PORTUGAL.


Estimados Associados e amigos,


Maio de 2025 é um mês de muita alegria para os Monárquicos, celebrando-se o aniversário natalício de S.A.R. o Senhor Dom Duarte Pio, bem como o aniversário de casamento de SS.AA.RR. os Senhores Duques de Bragança, respectivamente, nos dias 15 de Maio e 13 de Maio.


A Real Associação do Porto não vai deixar o momento sem a devida evocação, que designamos de 80 + 30 anos a servir Portugal.


A Família Real Portuguesa estará presente, no dia 23 de Maio próximo para a seguinte programação a realizar no Mosteiro de Leça do Balio:


19h00 – Apresentação da reedição do livro "A Liberdade Portuguesa" de Henrique Barrilaro Ruas;


20h30 – Jantar convívio com a Família Real;


22h00 – Concerto pela Real Orquestra do Porto (projecto cultural da Real Associação do Porto) em parceria com o Associação dos Antigos Orfeanistas da Universidade do Porto.


As inscrições para todo o programa devem ser confirmadas nominalmente com a Dra. Alexandra Vale (965 257 444) até dia 20 de Maio.


Real Associação do Porto.


Fonte: Facebook Real Associação do Porto



Rainha D. Amélia visitou no Porto a casa-atelier do escultor Teixeira Lopes (1908)

1908:


A Rainha D. Amélia, de luto pesado, algumas semanas após o regicídio (onde foram mortos seu marido e filho) manteve a sua agenda oficial.
A Rainha D. Amélia visitou no Porto a casa-atelier do escultor Teixeira Lopes.


Fonte: Facebook Manuel Beninger

Duque de Bragança no táxi


"O Rei no Meu Táxi"



Era uma tarde tranquila em Carcavelos. O sol que raiou bem forte todo o santo dia começava a se despedir, pintando o céu com tons de laranja e rosa, quando recebi uma chamada no meu táxi.

O aparelho tocou e sem pensar duas vezes, aceitei. Um serviço para uma corrida até São Pedro de Sintra surgiu. Afinal, Sintra é sempre um destino agradável, e bem fresquinho especialmente ao final da tarde.



Cheguei ao local combinado, um prédio discreto mas elegante, e logo vi um homem meia altura, de cabelos bem cuidados e postura ereta, acenando para mim. Ele carregava uma pequena pasta de pele bem polida e vestia um casaco casual, mas algo na sua presença me chamou a atenção. Parecia... familiar. Quando ele entrou no táxi, sentou-se no banco de trás e disse, com um sorriso afável:



— Boa tarde. Sintra, por favor. São Pedro de Sintra, para ser mais exato.



— Claro, sem problema — respondi, ajustando o espelho retrovisor para olhá-lo melhor. Foi então que o reconheci. Era Dom Duarte Pio de Bragança, o pretendente ao trono de Portugal. Tentei disfarçar a surpresa, mas ele percebeu.



— Já me reconheceu, não foi? — ele perguntou, rindo baixinho.



— Sim, Sua Alteza... — comecei, sem saber bem como me dirigir a ele.



— Por favor, Dom Duarte basta — interrompeu, com um gesto despretensioso. — Hoje sou apenas um passageiro a caminho de Sintra.



Aos poucos, fui me soltando. Ele era incrivelmente acessível e conversador. Começamos a falar sobre o trânsito, o tempo, e então ele fez uma pergunta inesperada:



— Tem uma garrafinha de água fresquinha? — ele brincou, com um sorriso maroto.



Eu ri, achando que era uma piada, mas ele continuou:



— Estou a falar a sério. Adoro uma água bem fresca , especialmente numa tarde como esta. Se tiver uma, partilhamos.



Confesso que fiquei um pouco sem reação, mas acabei por rir e responder:



— Infelizmente, não tenho água no táxi, mas se quiser, podemos parar num café pelo caminho.



— Não é preciso — ele respondeu, rindo. — Era só para ver a sua reação. Mas agradeço a disposição.



A conversa fluiu naturalmente. Ele contou-me histórias fascinantes sobre a sua família, os tempos de infância em Sintra, e até brincou sobre como seria se Portugal voltasse a ser uma monarquia.



— Imagina só — ele disse, olhando pela janela. — Eu podia andar por aí de coroa, mas acho que assustava os turistas.



— E o trânsito? — perguntei, entrando na brincadeira. — Acha que os carros paravam para o rei passar?



— Claro que não! — ele respondeu, rindo. — Até rei apanha engarrafamentos. Mas talvez tivesse direito a uma faixa exclusiva... ou a um táxi especial.



Foi então que ele fez um pedido inusitado:



— Sabe, tenho uma ideia. Que tal tirarmos uma selfie? Para provar que o rei anda de táxi como qualquer mortal.



— Com todo o respeito, Dom Duarte, mas isso seria uma honra — respondi, ainda surpreso.



Ele pegou o meu telemóvel e posicionou-se ao meu lado, enquanto eu segurava o volante. Tirámos não uma, mas várias selfies, com ele fazendo caras engraçadas e até imitando um motorista de táxi.



— Pronto, agora já pode dizer que transportou o rei de Portugal — ele brincou, devolvendo-me o telemóvel.



Chegámos a São Pedro de Sintra pouco depois. Ele agradeceu pela corrida e pela conversa, e antes de sair, deixou-me uma gorjeta generosa e um conselho:



— Continue a escrever as suas histórias, meu caro. O mundo precisa de mais pessoas que saibam ouvir e contar boas histórias.



E assim, Dom Duarte Pio de Bragança desceu do meu táxi, deixando-me com uma memória que jamais esquecerei. Quem diria que, numa tarde comum, eu transportaria o futuro rei de Portugal e ainda sairia com umas selfies para contar a história?

Os meus netos vão adorar...



Fernando Pacheco



Formidável história.

Grand Seigneur o nosso Rei.

Tem a grandeza natural dos grandes Senhores.

Viva S.A.R. o Senhor Duque de Bragança!

Viva El Rey !

 

Fonte: Facebook Casa Real Portuguesa

Real Gazeta do Alto Minho N.º 43


Já está disponível a Real Gazeta do Alto Minho, N.º 43 / Março 2025

Neste número pode ler:

- “Editorial” por Pedro Quartin Graça


- A Crise de Liderança na República Portuguesa, por José Aníbal Marinho


- “Monarquia e Camilo, um seu protegido” por João Afonso Machado (V. Pindela)


- D. Beatriz de Castela


- “Eleições legislativas 2025 – 115 anos de república” por José Manuel de Castro


- “A catedral de Chartres e os reis de frança no milenário da cripta (1024/2024/25)” por Carlos Aguiar Gomes


- “Dois conceitos de expansão em confronto, o de D. Henrique e o de D. Pedro” por José Craveiro Lopes Lobão


- “D. Dinis, muito mais do que rei” por Miguel Villas-Boas


- “O Monárquico não é utópico” por Gonçalo Pimenta de Castro


- Exclusivo! entrevista da Real Gazeta do Alto Minho à senhora Doutora Joana Amaral Dias


- Ponte de Lima assinalou 900 anos de foral com cerimónia solene e presença de membros da Casa Real Portuguesa


- “Nova Zelândia – uma monarquia com duas culturas e tradições” por António Pinheiro Marques


- O futuro da monarquia na Europa: extinção ou expansão, por José Aníbal Marinho Gomes


- 25 de Abril: memória, presente e futuro da liberdade em Portugal, por Pedro Borges de Macedo

Para ler clique aqui.















terça-feira, 22 de abril de 2025

Alçamento e Aclamação de D. João I


A 6 de Abril de 1385, D. João, Mestre de Aviz é Alçado Aclamado Rei nas Cortes de Coimbra.


Falecido D. Fernando I de Portugal, iniciou-se a Crise de 1383-85, pois os filhos varões do Rei D. Fernando, o Belo, com D. Leonor Telles de Menezes, Pedro e Afonso haviam morrido respectivamente nos anos de nascença: 1380 e 1386; e D. Beatriz (1372 – 1410), Infanta de Portugal, havia casado com D. João I, Rei de Castela, pelo que, sob pena de anexação de Portugal pelo Reino de Leão e Castela, a fidalguia portuguesa pretendia mantê-la afastada da sucessão. E era fortíssima a ameaça da união – que soava a integração – de Portugal com Castela e Leão, resultado do Tratado de Salvaterra de Magos, de 1383.


Quase ninguém pretendia essa anexação, e a saída era D. João, Mestre de Avis, irmão do falecido rei, uma vez que era filho ilegítimo de D. Pedro I com Teresa Lourenço (1330).


Também, a burguesia mostrava-se desagradada com a regência da Rainha D. Leonor Telles de Menezes e do seu amante, o Conde D’Andeiro e com a ordem da sucessão, uma vez que isso significaria anexação de Portugal por Castela, pelo que a escritura matrimonial provocou levantamentos populares em Lisboa, Santarém, Elvas, onde por exemplo às palavras do Alcaide Álvaro Pereira: “Arraial, arraial, pela rainha D. Beatriz”, Gil Fernandes à frente de toda a Elvas, o prendeu gritando “Arraial, arraial, por Portugal”. Em Lisboa o chanceler-mor de D. Pedro I e D. Fernando, Álvaro Paes, fez soar pela cidade de Lisboa que matavam D. João, Mestre de Avis: “Acorram ao Mestre, amigos! Acorramos ao Mestre, que o matam sem porquê!” e as hostes populares interrogavam-se sobre “quem matou o Mestre?”, outros respondiam-lhes “que o matava o Conde João Fernandes, por mandado da Rainha [D. Leonor Telles]”.


Após a morte de Andeiro, no Mosteiro de São Domingos o povo miúdo aclama o Mestre de Avis como Regedor e Defensor dos reinos e na Câmara de Lisboa outorgaram aquela decisão da arraia-miúda e até a burguesia indecisa aderiu ao partido do Mestre. Dois dos filhos de D. Inês de Castro e do rei D. Pedro I, D. João e D. Dinis, uma vez que haviam sido legitimado com a revelação do casamento em segredo entre os pais, e a ulterior proclamação de D. Inês como rainha de Portugal, coadjuvado pelos seus tios Álvaro (Conde de Arraiolos e de Viana da Foz do Lima) e Fernando, manteve também aspiração ao trono, mas nunca reuniram apoios suficientes. Depois do outorgamento, D. João, Mestre de Avis, formou o seu Conselho do qual fizeram parte: João das Regras (Chanceler-mor), D. Lourenço (Cardeal-Patriarca de Lisboa), o arcebispo de Braga D. Martim Afonso, Lourenço Estevens, o Moço, João Gil e Martins da Maia e ordenou ainda a formação da Casa dos 24. Em dois dias chegou D. Nuno Álvares Pereira, a Lisboa, e logo foi fazer penhor da sua lealdade e apoio ao Mestre de Avis. De acordo com a Crónica d’El-Rei D. João I, Capítulo XXXVIII, Portugália Editora, Lisboa, 1969, D. Nuno ter-lhe-á dito:



 


“- Senhor, grandes dias há que eu muito desejei e desejo de vos servir, e não foi minha ventura de o até este tempo o poder fazer. E porque ora vós sois em tal ponto e estado que cuido poderei cobrar o que tanto desejava, eu vos ofereço mim e meu prove serviço com mui boa vontade; e vos peço por mercê que daqui em diante me hajais por todo vosso quite servindo-vos de mim em todas as cousas, como de homem que pêra elo serei mui prestes”.


O mestre aceitou a sua lealdade e agradeceu-lhe o préstimo em o servir e à sua causa. Tornou-o um dos seus homens de confiança pelo que o fez membro do seu Conselho, como já tinha feito os acima indicados. Assim, a base de apoio do Mestre não era essencialmente popular, porque apenas uma parte da alta e média nobreza apoiava o partido de Castela, os que intitulavam, jocosamente, o Mestre de “o Messias de Lisboa”. O povo, esse, revoltou-se e tomou os castelos à fidalguia pró-Castela, que se pôs em fuga para as vilas afectas a Castela.


Perante a revolta da população portuguesa em vários pontos e cidades do Reino de Portugal, quem não gostou de ver a mulher e consequentemente a si próprio, preteridos, foi o Rei de Leão e Castela que decidiu invadir Portugal. Assim, o Rei de Castela, em 1384, decide entrar em Portugal. Entre Fevereiro e Outubro deste ano montou um cerco a Lisboa, por terra e por mar. Uma frota portuguesa vinda do Porto enfrentou, a 18 de Julho de 1384, à entrada de Lisboa, a frota castelhana, na batalha do Tejo. Os portugueses perderam três naus e sofreram vários prisioneiros e mortos, no entanto, a frota portuguesa conseguiu furar a frota castelhana, que era muito superior, e descarregar no porto de Lisboa os mantimentos que trazia. Esta ajuda alimentar veio-se a revelar muito importante para a população que defendia Lisboa. O cerco de Lisboa pelas tropas castelhanas acabou por não resultar, devido à determinação das forças portuguesas em resistir ao cerco, ao facto de Lisboa estar bem fortificada e defendida, ao auxílio dos alimentos transportados do Porto e também por causa da epidemia de peste negra que devastou as forças castelhanas estacionadas no exterior das muralhas. D. João I de Castela decidiu então enviar uma flotilha que cercou Lisboa, mas que sofreu tal-qualmente a carestia de bens alimentares, estratégia com a qual pretendia vencer os nacionalistas portugueses. Chegavam a morrer aos 150 castelhanos por dia até que o rei de Castela, instigado pelos seus conselheiros fez a frota retornar a Castela.


Mas houve ainda lugar a batalha em terra e, aí, coube a D. Nuno comandar o exército português e foi por esta altura que D. Nuno Álvares Pereira realizou a sua famosa expedição pelo Alentejo acompanhado de 40 dos melhores escudeiros da altura, e foi engrossando as fileiras com a boa gente dessa região, até que chegou a Atoleiros, a meia légua da fronteira com Castela, que se preparava para acometer. Aí D. Nuno começou por inovar: foi nos Atoleiros que pela primeira vez se combateu a pé em Portugal, e D. Nuno utilizou a famosa técnica da formação do exército em quadrado: distribuiu os seus homens armados e os besteiros pelas alas e o povo no meio. Os castelhanos ao verem os portugueses apeados, e para mais em minoria, acharam que ia ser fácil vencê-los pelo que se lançaram a cavalo sobre o exército lusitano aos gritos de “Castyla! Sant’iago!” ao que os portugueses responderam berrando “Portugal! São Jorge!” e D. Nuno ordenou aos seus soldados que como ele fizessem uma genuflexão com o joelho direito no chão e a outra perna a fazer finca-pé e depois levantar as lanças num ângulo agudo, apoia-las no chão e os cavalos castelhanos se foram espetar nelas. Os Castelhanos feridos e no chão eram então bombardeados por dardos e virotões, e cercados por todos os lados pelos portugueses o que impedia que os primeiros escapassem. Assim os portugueses saíram vitoriosos sobre os castelhanos, na Batalha dos Atoleiros, em 1384. D. Nuno Álvares Pereira foi então nomeado o 2.º Condestável de Portugal – título criado após o fim do Império Romano com a grafia latina de Comes stabilis que substituiu o imperium proconsulare maius e o ulterior Dux -, honra com que foi agraciado por D. João, Mestre de Avis, e ainda recompensado com o título de 3.º Conde de Ourém.


Foi então hora de reunir as Cortes em Coimbra, onde, finalmente, após longo debate, ‘esto determinado de todo, e o dia que o alçassem por rei’ e a 06 de Abril de 1385, D. João seria elevado a Rei pelas Cortes. Este ritual de elevação a Rei chamava-se, inicialmente, Alçamento ou Alevantamento, pois os Três Estados ‘alevantavam’ o Rei entronizado. Depois passou a chamar-se Aclamação, pois no caso particular de Portugal, e sempre tal aconteceu desde o próprio Rei Fundador Dom Afonso Henriques, o Rei é Aclamado e nunca imposto! Ou seja, mesmo quando um Príncipe herdeiro sucede ao Rei falecido existe uma participação dos Barões e do Povo do Reino que ratifica essa sucessão sendo que esse passo é o acto jurídico que verdadeiramente faz o Novo Rei. Nos 771 anos da Monarquia Portuguesa o Rei sempre reinou por delegação da comunidade portuguesa, que reunida em Cortes que o Aclama e faz Rex Portucalensis.


Dom João I foi Alçado Rei mas, também, Aclamado, até porque não se tratava de uma sucessão hereditária, mas de uma eleição por Cortes e iniciava-se ali uma nova Dinastia, a de Aviz.


Também, diante das Cortes o novo Rei jurou manter, respeitar, e fazer cumprir os tradicionais foros, liberdades e garantias dos Portugueses, violados pelo seu antecessor estrangeiro, diante dos Três Estados: Nobreza, Clero e Povo de Portugal.


Miguel Villas-Boas – Plataforma de Cidadania Monárquica


Fonte: https://plataformacidadaniamonarquica.wordpress.com/2016/04/06/alcamento-e-aclamacao-de-d-joao-i/

D. Duarte, Duque de Bragança, no programa "Praça da Alegria"


22 de Abril de 2025:

D. Duarte, Duque de Bragança concedeu hoje uma entrevista no programa "Praça da Alegria", da RTP 1, para falar sobre o Papa Francisco.




Rei D. Manuel II com uniforme da Marinha Real Portuguesa em 1908

segunda-feira, 21 de abril de 2025

Duques de Bragança na Missa de Sufrágio por o Papa Francisco, na Sé de Lisboa

21 de Abril de 2025:


Os Duques de Bragança assistiram hoje à Missa de Sufrágio por o Papa Francisco, na Sé de Lisboa, presidida por SE o Patriarca de Lisboa D. Rui Valério.



 



 



 



 

Recepção de aniversário do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia (1899)

28 de Setembro de 1899:


Realizou-se uma recepção no Palácio da Ajuda para celebrar o aniversário do Rei D. Carlos I e da Rainha D. Amélia.



 



 



 



Fonte: Diário Ilustrado

domingo, 20 de abril de 2025

Domingo de Páscoa em 1902

30 de Março de 1902:


Missa e Procissão onde participaram o Rei D. Carlos I, a Rainha D. Amélia, o Príncipe Real Luís Filipe, o Infante D. Afonso e o Infante D. Manuel.



Depois realizou-se a tradicional recepção no Palácio das Necessidades.


 


Fonte: Diário Ilustrado

Recepção de domingo de Páscoa no Palácio das Necessidades (1901)

7 de Abril de 1901:


Realizou-se a tradicional recepção de domingo de Páscoa no Palácio das Necessidades. Participaram o Rei D. Carlos I e a Rainha D. Amélia acompanhados por o Príncipe Real Luís Filipe e o Infante D. Manuel.



Fonte: Diário Ilustrado

Recepção de domingo de Páscoa no Palácio das Necessidades (1900)

15 de Abril de 1900:


Realizou-se no Palácio das Necessidades a tradicional recepção de domingo de Páscoa no Palácio das Necessidades.


Estiveram presentes o Rei D. Carlos, a Rainha D. Amélia, o Infante D. Afonso e a Rainha D. Maria Pia de Sabóia.


 


 


Fonte: Diário Ilustrado

sábado, 19 de abril de 2025

Resumo do Ano da Família Real - 1902

Janeiro:


1 de Janeiro - Realizou-se a tradicional recepção de ano novo no Palácio de Ajuda. (Aqui)


Fevereiro:


3 de Fevereiro - O Infante D. Manuel celebrou a sua primeira comunhão. (Aqui)


Março:


21 de Março - Foi realizada uma recepção no Palácio da Ajuda para celebrar o 15º aniversário do Príncipe Real Luís Filipe. (Aqui)


30 de Março - A Família Real participou na missa e procissão de Domingo de Páscoa e na tradicional recepção no Palácio das Necessidades. (Aqui)


Maio:


12 de Maio - A Rainha D. Amélia visitou Torres Vedras. (Aqui)


Julho:


30 de Julho - Foram apresentados à Rainha D. Amélia o conselheiro Mattoso dos Santos, o sr. Eperjesy, novo ministro da Áustria e o dr. Alberto Fialho, novo ministro do Brasil. (Aqui)


Agosto:


9 de Agosto - O Príncipe Real Luís Filipe assistiu à coroação do Rei Edward VII do Reino Unido.


Setembro:


28 de Setembro - Realizou-se uma recepção para celebrar o aniversário do Rei D. Carlos I e da Rainha D. Amélia. (Aqui)


Outubro:


3 de Outubro - A Família Real Portuguesa à inauguração da estátua de Afonso de Albuquerque em Belém. (Aqui)


15 de Outubro - O Príncipe Real Luís Filipe e o Infante D. Manuel visitaram os Condes do Fugueiró que se encontravam doentes. (Aqui)


16 de Outubro - A Rainha D. Maria Pia celebrou o seu 57º aniversário em 1902. (Aqui)


Novembro:


15 de Novembro - O 13º aniversário do Infante D. Manuel foi celebrado com uma recepção no Palácio das Necessidades. (Aqui)


Dezembro:


8 de Dezembro - A Rainha D. Amélia assistiram à festa de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do Reino, na Sé Patriarcal. (Aqui)

Rainha D. Amélia recebeu o conselheiro Mattoso dos Santos, o novo ministro da Áustria e o novo ministro do Brasil (1902)

30 de Julho de 1902:


Foram apresentados à Rainha D. Amélia o conselheiro Mattoso dos Santos, o sr. Eperjesy, novo ministro da Áustria e o dr. Alberto Fialho, novo ministro do Brasil.



Fonte: Diário Ilustrado

sexta-feira, 18 de abril de 2025

Recepção de aniversário do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia (1902)

28 de Setembro de 1902:


O Rei D. Carlos I e da Rainha D. Amélia celebraram o seu aniversário com uma recepção no Palácio da Ajuda.



 



 



Fonte: Diário Ilustrado

quarta-feira, 16 de abril de 2025

Rainha D. Amélia recebeu Luiz Gonzaga Ribeiro, distinto capitão tenente da armada (1901)

24 de Dezembro de 1901:


A Rainha D. Amélia recebeu Luiz Gonzaga Ribeiro, distinto capitão-tenente da armada, que foi agradecer um objeto de arte com que foi brindado pela sua cooperação no bazar de caridade de Cascais.


 


Fonte: Diário Ilustrado

terça-feira, 15 de abril de 2025

Horizontes da Memória - De Convento a Palácio (Sintra) - 2001

Duque de Bragança na cerimónia de entrega de prémios do The Duke of Edinburgh’s International Award Portugal

10 de Abril de 2025:

S.A.R. o Duque de Bragança com Teresa Passanha, da Fundação Santander Portugal, na cerimónia de entrega de prémios do The Duke of Edinburgh’s International Award Portugal, que teve lugar no Colégio St. Julians, no passado dia 10 de Abril.

A cerimónia contou com mais de 150 jovens (nível Bronze, Prata e Ouro) na presença das famílias, Direcção do Award Portugal e um representante da Embaixada do Reino Unido.

Em Portugal, o Prémio foi lançado no Porto em 1988 por Sua Alteza Real o Duque de Bragança, e era conhecido como Prémio Infante D. Henrique até 2023, quando passou a chamar-se The Duke of Edinburgh’s International Award – Portugal.

Desde 2010, mais de 32.600 jovens iniciaram o seu percurso no Prémio.

Em 2023, o Prémio estava presente em 47 Centros por todo o território nacional, incluindo Madeira e Açores. Estes centros incluem escolas públicas, escolas privadas e outras instituições.

O Prémio trabalha com uma ampla variedade de jovens, desde os que estão em situação de risco ou marginalizados, até aos de contextos mais privilegiados.

O Duke of Edinburgh Award é um programa internacional que incentiva jovens a desenvolverem habilidades pessoais, liderança e responsabilidade por meio de atividades como voluntariado, desporto.


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Fonte: Facebook Casa Real Portuguesa


sábado, 12 de abril de 2025

D. Duarte, Duque de Bragança, na entrega do Prémio Marquês de Rio Maior para a Agricultura

12 de Abril de 2025:


Realizou-se esta manhã em Tomar, a entrega do Prémio Marquês de Rio Maior para a Agricultura, cerimónia que contou com a presença de Sua Alteza Real D. Duarte de Bragança, assim como de distintas personalidades da monarquia portuguesa. O prémio, que é uma iniciativa da Real Associação do Ribatejo, foi este ano entregue ao Engenheiro Agrónomo António Gonçalves Ferreira, Comendador de Mérito Agrícola, que teve uma vida dedicada à inovação na Agricultura e foi defensor de uma revolução para a floresta portuguesa. Com o seu empenho, trabalho e capacidade de inovação foi responsável pela criação de inúmeros postos de trabalho no sector com ações concretas no sentido do reforço da coesão e do território.