domingo, 9 de março de 2025

Maria Graham, preceptora da Princesa Maria da Glória (futura Rainha D. Maria II)

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Maria Dundas Graham Callcott (Papcastle, 19 de julho de 1785 — Kensington Gravel Pits28 de novembro de 1842), mais conhecida no Brasil como Maria Graham, foi uma pintoradesenhistaescritora e historiadora britânica. Esteve no Brasil em três ocasiões, sendo uma delas como acompanhante da Família Real, incluindo a Princesa Leopoldina e Dom Pedro I.


Foi também preceptora da princesa Maria da Gloria, futura Rainha D. Maria II de Portugal.


Maria Dundas, como foi batizada, nasceu na Inglaterra. Não teve muito contato com o pai durante a infância e a juventude. O pai era, como muitos outros membros do clã escocês Dundas, oficial da Marinha Britânica: George Dundas (1756-1814), que em 1803 recebeu o comando do HMS Elephant, navio de 74 canhões que fora a nau capitânia de Horatio Nelson na Batalha de Copenhaga e o conduziu até à Jamaica, a fim de patrulhar as águas caribenhas. Permaneceu nessa missão até 1806.


Em 1808, os anos de patrulhamento marítimo de George Dundas terminaram e ele foi designado para comandar os serviços de um estaleiro naval da Companhia Britânica das Índias Orientais em Bombaim, na Índia. Levou consigo Maria, com 23 anos. Durante a viagem, Maria apaixonou-se por um jovem oficial naval escocês, Thomas Graham, terceiro filho de Robert Graham, o último senhor de Fintry, Escócia. Casaram-se na Índia, em 1809.


Em 1811, o casal retornou para a Inglaterra, onde Maria publicou seu primeiro livro, Journal of a Residence in India (Diário de uma Residência na Índia), seguido por Letters on India (Cartas sobre a Índia).


Poucos anos depois seu pai foi nomeado comissário do estaleiro naval na Cidade do Cabo, onde morreu em 1814, aos 58 anos. Tinha sido promovido a contra-almirante dois meses antes.


Em janeiro de 1823, Maria deixou o Chile para sua segunda visita ao Brasil, acompanhada de Lorde Cochrane, chegando no Rio de Janeiro em 13 de março. No ano anterior, os brasileiros tinham declarado sua independência de Portugal e proclamado imperador o príncipe herdeiro português, residente no país. Em sua segunda estadia no Rio foi apresentada ao Imperador D. Pedro I (1822-1834) e a sua família. Ficou acertado na ocasião que Maria seria a preceptora da jovem princesa D. Maria da Glória


Em março de 1826, o Rei João VI de Portugal faleceu. Como primogênito, D. Pedro I herdou o trono, mas preferiu permanecer imperador do Brasil, abdicando do trono português em favor de sua filha, de seis anos, D. Maria da Glória. Maria retornou à Inglaterra pois sua pequena aluna era agora Rainha de Portugal, para onde partiu.


Maria Graham permaneceu no Brasil até 1826, ensinando a jovem princesa (futura rainha de Portugal) e tornando-se amiga íntima da imperatriz, Arquiduquesa Maria Leopoldina da Áustria, que compartilhava seus interesses pelas ciências naturais. Intrigas palacianas fizeram com que tivesse de deixar o Palácio em outubro, mas permaneceu na cidade, só voltando à terra natal em 1825.


Em 1837 Augustus Callcott tornou-se cavaleiro e Maria tornou-se então Lady Callcott. Mas, logo após, a sua saúde começou a se deteriorar e, em 1842, veio a falecer, aos 57 anos. Tendo continuado a escrever até aos seus últimos dias. O seu último livro foi A Scripture Herbal, uma coleção ilustrada de boatos e histórias sobre plantas e árvores mencionadas na Bíblia, e que foi publicado no ano da sua morte.


Augustus Callcott morreu dois anos depois, aos 65 anos, após ter sido encarregado de cuidar da pinacoteca da Rainha, em 1843.


Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Graham e https://natelinha.uol.com.br/novelas/2020/08/25/novo-mundo-o-que-e-real-e-o-que-e-inventado-na-novela-da-globo-149830.php

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