Não se vislumbra qualquer opulência, brilho ou efeito de sedução quando olhamos para aquilo que restou da magnífica tiara da rainha D. Estefânia (1837-1859), uma simples estrutura descravada em prata forrada a ouro. É preciso recuperarmos a sua história e as descrições que dela se conhecem para percebermos que, provavelmente, terá sido uma das joias mais sumptuosas da Coroa portuguesa, no que respeita à joalharia feminina. Basta frisar que este diadema que D. Pedro V (1837-1861) ofereceu à sua rainha consorte no casamento, em 1858, apresentava entre 3500 a 4000 diamantes artisticamente cravejados.
Sabemos, contudo, que sendo uma tiara com uma estrutura articulada, podia ser usada de duas maneiras: ou fechada, exatamente como uma coroa a cingir toda a cabeça, ou aberta, como um diadema."
Texto traduzido do livro The Royal Treasure: Untold Stories, publicação exclusiva do Museu do Tesouro Real.
1) Estrutura do diadema da rainha D. Estefânia: Portugal, 1858
Raimundo José Pinto — casa Pinto & Souza
Prata, ouro.
2) Stephanie of Hohenzollern, s/d. Royal Collection Trust.
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