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A infanta Maria Francisca tem 26 anos e uma aliança no dedo, mas continua a manter vivas as memórias da infância nesta quadra festiva. Apanhar o musgo na quinta da família é uma delas. Numa conversa intimista com a NOVA GENTE, a infanta fala da sua nova associação, da organização do Jantar dos Conjurados e da nova vida de casada.
O sorriso é a sua imagem de marca. Desde o dia 7 de outubro, data em que disse o “sim” a Duarte de Sousa Araújo, no Palácio de Mafra, que Maria Francisca de Bragança arrebatou não só o coração do noivo, mas de todos os portugueses que, no local ou em casa, através da televisão, assistiram à cerimónia. Numa entrevista intimista à NOVA GENTE, a infanta abriu o seu coração e falou do novo projeto, a Associação Infanta Maria Francisca, ligada às artes e cultura, da organização do Jantar dos Conjurados, dos preparativos para a mudança para Londres e da vontade de ser mãe.
Como é que surgiu a ideia da sua associação e qual é o seu objetivo?
Esta ideia surgiu já há alguns anos, quando foi criado o Prémio Infanta Maria Francisca, no Norte, com o Dr. Jorge Leão, que também fez os prémios para o Afonso e para o Dinis. O do Dinis é de golfe e o do Afonso é de ciência, de investigação. O meu é relacionado com as artes. Pensei, por isso, que era uma boa ideia criar, separada do prémio, uma associação minha ligada à cultura, com o fim de promover artistas portuguesas, de fazer a ponte entre instituições, universidades, escolas de arte e alunos, com museus e galerias. A associação ainda está muito verde, está a começar. Estamos a chamar as pessoas para ajudarem a estruturar a associação, mas estou muito entusiasmada.
Até porque começa logo com um grande evento: o Jantar dos Conjurados. É a sua associação que está responsável pela organização do jantar deste ano.
Sempre participei neste jantar, desde que era pequenina. Para mim, é um ambiente familiar e seguro, onde posso começar com calma.
E como está a decorrer a organização? Trata-se de um evento de grande dimensão, que pode ter até 600 participantes.
Quanto mais pessoas vierem, melhor. Só no dia é que vamos saber o número exato. Se fossem 600 era espetacular. É um evento aberto a todos. É um evento para os portugueses, não é um evento para um grupo restrito de pessoas, e nunca foi. E isto nunca foi comunicado da forma certa. Neste momento, em que estou cá e ainda não fui para Londres, tenho tempo para me dedicar a esta organização.
Sente que o seu casamento trouxe esta proximidade aos portugueses em geral e não apenas aos monárquicos?
Com o casamento, percebi que as pessoas queriam estar mais perto de nós. E nós sempre fomos uma família discreta. Não aparecemos muito, não vamos a muitas coisas. Neste jantar, vamos dar oportunidade de estarem connosco, e nós teremos também oportunidade de conhecer melhor essas pessoas.
De repente, a D. Maria Francisca passou a ser uma figura de quem muita gente fala. Tem sentido essa reação com quem se vai cruzando?
Sinto que sou mais reconhecida, mas sempre com uma palavra de “parabéns” ou “felicidades”. Noto que as pessoas o fazem porque estão contentes, mas continuo a ter a minha vida e não sinto que houve uma grande mudança. E ainda bem, porque eu gosto de ser discreta.
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Fonte: Site da revista Nova Gente
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