
Em 19 anos de reinado teve 21 governos. Tinha fama de autoritária, mas foi a primeira monarca constitucional que incentivou o desenvolvimento da cultura e do ensino público. Apaixonada por D. Fernando II, adorava andar a cavalo, dançar e escrever cartas à Rainha Vitória.
“Irei à avenida sem nenhuma guarda, é o que faço sempre que se anunciam distúrbios”, escrevia a Rainha D. Maria II, com 17 anos, ao marido D. Fernando II. A última chefe de Estado mulher de Portugal era determinada. Já tinha ultrapassado uma guerra civil, revoltas e sucessivas quedas de governo, muitas intrigas à medida que a monarquia constitucional dava os primeiros passos. Ao mesmo tempo tentava modernizar um País fustigado pelas invasões francesas do início do século XIX e por uma profunda crise financeira. Mas a carioca Maria da Glória nunca abandonaria o cargo. Nem quando quiseram que abdicasse em nome do filho, D. Pedro. Só deixaria o trono ao morrer, há 170 anos.
O artigo é publicado na edição desta semana da revista "Sábado":
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