terça-feira, 3 de novembro de 2020

"Vamos regressar a infanta Maria Bárbara ao seu Palácio de Mafra". Campanha de donativos visa aquisição de pintura setecentista

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A Associação dos Amigos do Convento de Mafra lançou uma campanha de angariação de donativos até 04 de dezembro destinados à compra de uma pintura do século XVIII, retratando Maria Bárbara de Bragança, para o Palácio de Mafra.


A pintura a óleo sobre tela, do mestre italiano Jacopo Amiconi, está à venda numa leiloeira nacional pelo valor de 5.925 euros, refere a associação em nota de imprensa.


Por se encontrar à venda, a associação lançou a campanha "Vamos regressar a infanta Maria Bárbara ao seu Palácio de Mafra", justificando que o nascimento de Maria Bárbara de Bragança "poderá ter sido o pretexto para a construção do palácio, uma vez que o seu pai, D. João V, terá feito a promessa de edificar o convento em caso de ser pai".


Maria Bárbara, nascida a 04 de dezembro de 1711, foi a primeira filha do rei João V, depois de o bispo Nuno da Cunha solicitar ao frade franciscano Frei António de S. José que dirigisse as suas orações a Deus, pedindo um herdeiro para o rei, que não aparecia ao fim de três anos de casamento, segundo reza a tradição.


Se o rei construísse um convento em Mafra, Deus dar-lhe-ia o sucessor, pelo que, concretizada a profecia, o rei lançou a primeira pedra a 17 de novembro de 1717.


A associação explicou ainda o palácio só possui uma pequena pintura, de menor qualidade, da infanta ainda jovem, reforçando assim a importância da aquisição do retrato, com a dimensão de 130 por 100 centímetros.


Depois de adquirida, a pintura vai ficar exposta na sala D. João V.


Datado do século XVIII, o Palácio Nacional de Mafra, mandado construir por João V, com a riqueza resultante do ouro vindo do Brasil, é um dos mais importantes monumentos representativos do barroco em Portugal, sendo por isso um exemplo de afirmação do poder real.


Possui importantes coleções de escultura italiana, de pintura italiana e portuguesa, uma biblioteca única, bem como dois carrilhões, seis órgãos históricos e um hospital do século XVIII.


Com a deslocação da família real para o Brasil, no final de 1807, várias peças de arte foram levadas e não regressaram, motivo pelo qual a decoração atual do monumento não é, na sua maioria, a original.


No acervo do palácio, têm sido incorporadas peças oriundos de depósitos de diversos museus e palácios, doações e aquisições.


Jacopo Amiconi nasceu em 1682 em Veneza (Itália) e morreu em 1752 em Madrid (Espanha).


Pintor de temas mitológicos e religiosos, foi também retratista.


Trabalhou na Alemanha, Inglaterra, Itália e Espanha, para onde foi em 1747, tendo sido pintor régio de Fernando VI e diretor da Real Academia de San Fernando.


Fonte: https://24.sapo.pt/

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