segunda-feira, 30 de novembro de 2020

domingo, 29 de novembro de 2020

Foto do Infante D.Afonso e Nevada

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Foto do Infante D.Afonso com os seus parentes italianos em 1915

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Infante D.Afonso e a Condessa de Pontalto em Licoli, Itália (1915)

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Infante D.Afonso com os seus parentes italianos

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O Infante D.Afonso com as princesas Mafalda e Iolanda e o príncipe Humberto de Sabóia. Fotografia tirada pela Rainha Helena de Itália.

Infante D.Afonso e Nevada em San Sebastian em 1918

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Rei D.Carlos e Rainha D.Amélia a andar a cavalo (1902)

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sábado, 28 de novembro de 2020

Cartas de Mutsuhito, Imperador do Japão a D. Carlos e D. Manuel II

Conjunto constituído por duas cartas do Imperador Mutsuhito (1852-1912) ao Rei D. Carlos I, datadas de Tóquio, 1904, e uma carta do Imperador Mutsuhito ao Rei D. Manuel II, datada de Tóquio, 1909. Na primeira carta dirigida ao Rei D. Carlos, o Imperador agradece a atribuição da Banda das Três Ordens Militares, enviadas por José Batalha de Freitas; na segunda, anuncia o casamento de Sua Alteza Imperial a Princesa Masako com o Príncipe Tsunehisa Takeda. Na carta a D. Manuel II, transmite as suas condolências pela morte de D. Carlos e do Príncipe Real D. Luís Filipe, assassinados em 1 de Fevereiro de 1908. Inclui os sobrescritos selados com a chancela imperial.


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Fonte: https://bdlb.bn.gov.br/acervo/handle/20.500.12156.3/13741

Cartas de um Torrejano Ilustre ao último Rei D.Manuel II

No início do ano de 1927 o rei D. Manuel II envia um telegrama a D. Manuel Mendes da Conceição Santos, a desejar-lhe um Bom Ano. Votos que serão retribuídos a 1 de Janeiro pelo torrejano ilustre. No dia de Reis desse ano, o monarca volta a escrever a D. Manuel Mendes da Conceição. O teor da missiva põe a descoberto o desabafo de uma alma desencantada com o rumo do país. Escrita pelo rei, com «o coração nas mãos», a carta – que passamos a transcrever – dá a conhecer ao «Seu Prelado» as suas mais íntimas preocupações e o comum anseio em torno do futuro da Pátria portuguesa e do catolicismo:


“Reverendíssimo Senhor […] Hoje chega-me às mãos a sua cativante carta de agradecimento ao meu Telegrama de «Boas Festas». […] Quem me dera que eu pudesse, em estilo igual ao seu, expor-lhe o meu pensamento: mas isso seria demasiada ambição! Mas Senhor Arcebispo, uma frase da sua tão bela carta anima-me a escrever «com o coração nas mãos». […] Essa opinião Senhor Arcebispo […] é para mim um título de glória pois assim o considero, uma tão completa aprovação do meu modo de pensar e de ver. Essa frase […] é um programa, pois esse programa é baseado sobre um lema, «Deus e Pátria». O erro tem sido que, não se serve nem Deus, nem a Pátria: servem-se de Deus e da Pátria!! Invertendo-se as palavras, criou-se o programa que tem levado o País e a Fé ao estado desolador em que se encontram. As lutas têm sido, não em prol de Deus e da Pátria, mas em favor de interesses individuais. A colectividade não existe por dominar o individualismo, e a educação do indivíduo é falsa pois não foi baseada sobre os Princípios de «Deus e da Pátria». Quando a base é errada, forçosamente a constru
ção cairá. O problema Senhor Arcebispo, mais grave, é crise de carácter, e sempre pela mesma razão. Demoliu-se o princípio da autoridade; como pode uma sociedade existir sem autoridade? O resultado é a decadência, pois a sociedade é como uma escada composta de degraus sobre os quais, sobem e descem as vidas humanas […]. Vemos o mundo sacudido por tempestades, empurrado por um vento de loucura que a todos desnorteia. Vemos a luta de classes, vemos os espíritos dos extremos opostos, vemos mos a maior crise que jamais o globo terrestre atravessou, causada pela intoxicação das ideias falsas, da falha de princípios, da falta de Religião, de Patriotismo e de Disciplina […]. De que servem as lutas entre aqueles que deviam trabalhar juntos? […] Criar divisões, auxiliá-las, serve apenas a criar fraquezas, e quantas vezes temos presenciado esse triste e lamentável espectáculo, tanto na política, como na Religião, espectáculos que se podiam ter facilmente evitado, havendo tacto e boa vontade. Acirrar os ânimos excitados é nocivo e contraproducente, pois as questões graves, os problemas de capital importância não podem ser resolvidos durante lutas por causas que na realidade não existem.


Quantos males se poderiam ter evitado, males que estou certo, o meu Prelado lamenta tão profundamente como eu! E quais têm sido os lucros? Desuniões, incertezas, dúvidas. Ah! Senhor Arcebispo o nosso Portugal merece mais e melhor, e estou absolutamente convencido, que está de inteiramente de acordo comigo.” (“Cartas (1926-1936), Rei D. Manuel II, Rainha D. Amélia, Arcebispo de Évora”, Separata da Revista “Alvoradas”, Évora, 1961, págs. 16-18). Na parte final da extraordinária missiva D. Manuel II interpela o «Seu Prelado» para se unir à nobre causa de regeneração da alma portuguesa. Um extenso período de silêncio vai acontecer entre a carta do rei e a resposta de D. Manuel Mendes da Conceição. Envolvido nos seus múltiplos afazeres o Arcebispo de Évora ia adiando a elaboração da ansiada carta. A sincera confissão real merecia, por parte do torrejano ilustre, uma resposta condigna. Só possível num período em que os problemas da arquidiocese não aglutinassem as suas múltiplas preocupações.


O esperado momento aconteceria a 30 de Julho de 1928. A missiva do torrejano ilustre diagnostica de forma lúcida e perspicaz as verdadeiras causas que levaram à degenerescência da alma nacional. Mas o contributo de D. Manuel Mendes da Conceição não ficaria por aqui: a extraordinária carta do torrejano ilustre vai ao ponto de sugestionar caminhos com vista à extinção das doenças que minavam a alma portuguesa: “Senhor […] Porque não escrevi pois? Vossa Majestade não imagina sequer a vida apensionada e agitada que eu levo e que seria de condenado às galés se não fosse de apostolado. Positivamente passam-se meses e meses em que não tenho a bem dizer um momento de sossego. E a ideia de que tenho de me dirigir a uma personalidade tão eminente como Vossa Majestade produz em mim um certo retraimento, sinto que não devo escrever sem uma grande quietação e calma, e isso é o que raras vezes encontro. […] E agora já que Vossa Majestade se digna a falar-me do problema nacional e mostra desejos de que eu o aborde, seja-me permitido falar com toda a fraqueza […]. É infelizmente verdade que se não tem servido Deus e a Pátria como se devia servir; mas a razão é que de há muito quase se não têm ensinado as almas a amar a Deus e a Pátria. A religião durante anos e anos reduziu-se a um formalismo estéril, sem raízes nas almas, sem vitalidade nas suas manifestações, sem liberdade no seu desenvolvimento, e assim é que na hora da tempestade o que se julgava o grande edifício religioso desabou ruidosamente; e, se não fossem as colunas humildes mas que havia por debaixo de toda essa construção tão aparatosa como fictícia, a ruína teria sido completa. O patriotismo, por outro lado, era uma fórmula convencional, que cada qual aplicava a seu modo para fazer vingar os próprios interesses e triunfar o seu partido que de ordinário era também uma grande cooperativa de exploração do património comum em proveito próprio, e daí a falta de civismo nos homens que deviam salvaguardar os interesses da grei […]. Deus e Pátria, cada qual na sua ordem, continuaram a ser duas ideias sublimes, duas causas sagradas, mas entre estas ideias e a alma colectiva cavara-se um abismo, e daí a ineficácia para electrizar esta alma. De quem é a culpa? […] Parece que há no sangue português uma infecção de indisciplina e de desconfiança que contaminou até os organismos que deviam ser mais sadios […],o que tudo mostra que a alma nacional está eivada de graves defeitos e que é empresa assaz difícil congregar vontades de modo a fazê-las convergir ordenadamente para um determinado objectivo de renovação patriótica. O primeiro trabalho a fazer é pois, o de curar a alma nacional, expurgando-a dos defeitos que a abastardam e fazer reviver nela o germe das virtudes ancestrais. É essa a missão que me cabe a mim como pastor de almas; a ela me vou devotando e a Deus peço que dos meus trabalhos algo de proveitoso resulte, pois reconheço a minha absoluta insuficiência para tarefa tão alevantada. […] Falta-me para tanto competência e falta-me até o tempo material. Creio porém que na tarefa a que por dever me consagro eu colaboro como sei e posso nessa grande obra de união sagrada ante a qual se extasia o alto espírito de Vossa Majestade […]”(op. cit.; págs. 20-24). Esta carta (da qual transcrevemos alguns fragmentos) teve um efeito bastante emotivo na alma de D. Manuel II. O próprio monarca classificaria a sua correspondência com o torrejano ilustre como “verdadeiramente extraordinária!”. Os anos decorreram sem que as duas almas, frementes de amor “a Deus e à Pátria”, deixassem de se corresponder. A última carta enviada pelo torrejano ilustre a D. Manuel II aconteceu em 27 de Fevereiro de 1932. Alguns meses antes da morte do rei, a 2 de Julho de 1932. Poucas foram as correspondências epistolares portuguesas em que o problema nacional foi colocado com tão sábia acutilância e profundidade. Revelador de duas almas gémeas enobrecidas pela generosidade e enorme amor a Deus e à sua querida Pátria. Tão martirizada por interesses vis!


Um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!
Texto escrito com a antiga ortografia


Fonte: http://oalmonda.net/categorias-antigas/colaboradores/vitor-antunes/21688/

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Theodoro António Botelho Marinho, Reposteiro-Mor da Casa Real

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Theodoro António Botelho Marinho nasceu em Lisboa em 1849, na freguesia da Encarnação.


Casou com Gulhermina Buytrago de Azevedo Marinho, com quem teve dois filhos:


Estefânia de Azevedo Marinho que viria a falecer jovem e Amadeu de Azevedo Marinho.


Theodoro António Marinho serviu nas Corte de D. Luis I e D. Carlos I como Reposteiro-Mor, tendo aí conhecido sua mulher Guilhermina que era aia da rainha D. Maria Pia de Saboia.


Ainda hoje se conservam na família duas mesas de embutidos que teriam pertencido à rainha D. Maria Pia de Saboia que as vendeu ao casal. Uma das mesas tem no seu centro um S. Jorge a lutar contra o dragão e a outra, mais pequena, tem uma prateleira rotativa de quatro folhas.


Theodoro enviuvou em 1907 , tendo casado novamente em 1916 com Emília da Costa de Sousa de Macedo Buytrago Stubbs Warner Ferreira.


Faleceu em Leiria, onde se encontrava ocasionalmente, de morte súbita, em 4 de Dezembro de 1919.


Fonte: https://lauret.pt/theodoro-antonio-marinho/

Foto do Rei D.Carlos

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Rei D. Manuel II e o marquês de Soveral em Londres em 1909

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terça-feira, 24 de novembro de 2020

Visita Especial "D. Catarina de Bragança"

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Na última semana de Novembro o Mosteiro de São Vicente de Fora irá assinalar o aniversário de D. Catarina de Bragança com visitas especiais.


Foi a 25 de Novembro de 1638, no Paço Ducal de Vila Viçosa, que nasceu a portuguesa que viria a ser rainha de Inglaterra. Tendo em conta o seu estatuto, foi realizado um vasto conjunto de retratos seus, dos quais 3 se encontram na coleção do Patriarcado de Lisboa. Nesta “Visita Especial” de carácter privado sobre D. Catarina de Bragança o visitante terá a oportunidade de conhecer aprofundadamente os 3 retratos em questão, sendo que 2 deles o público habitualmente não tem acesso. Para além disso nesta visita poderá ainda saber mais sobre esta personagem e qual a sua ligação ao Mosteiro de São Vicente de Fora e ao Panteão Real dos Bragança.


As visitas serão realizadas de 24 a 29 de Novembro, entre as 10:00 e as 18:00, em horário a definir com os interessados. Tem uma duração aproximada de 45 minutos e pode ser feita para 5 pessoas (máximo) ou mesmo para apenas 1 pessoa. A participação requer marcação prévia, que deverá ser feita através do e-mail museu@patriarcado-lisboa.pt


Tipo: Visita Especial
Duração: 45 minutos
Lotação: 1-5 pessoas
Datas: de 24 a 29 de Novembro de 2020
Horário: das 10:00 às 18:00
Preço: 7€ (Adultos); 4,5€ (Seniores/Estudantes); Grátis (crianças até 12 anos)
Idioma: PT, EN, ES, IT, FR
Marcação: museu@patriarcado-lisboa.pt


Fonte: https://mosteirodesaovicentedefora.com/

Rainha D.Amélia a montar a cavalo nos jardins fronteiros ao Palácio de Seteais em Sintra

A Rainha D.Amélia a montar a cavalo nos jardins fronteiros ao Palácio de Seteais em Sintra em 1902.


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sábado, 21 de novembro de 2020

Manuel José de Carvalho Melo Daun Albuquerque e Lorena, 5.º marquês de Pombal, Gentil-homem da câmara do Rei D. Fernando II

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Manuel José de Carvalho Melo Daun Albuquerque e Lorena, 6.º conde de Oeiras e 5.º marquês de Pombal (3 de Março de 1821 - 4 de Outubro de 1886) foi Gentil-homem da câmara do Rei D. Fernando II; par do Reino, grã-cruz das ordens de nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e de Cristo; bailio da de S. João de Jerusalém, grã-cruz da de Ernesto Pio de Saxe de Coburgo; da de Carlos III, de Espanha, etc. 


Nasceu em Lisboa a 3 de março de 1821, onde também faleceu a 4 de outubro de 1886. Era filho de Sebastião José Carvalho Melo e Daun, 4.º marquês de Pombal, 4.º conde de Oeiras e 2.º conde da Redinha, e de sua mulher D. Leonor Ernestina de Saldanha Oliveira e Daun. 


Sucedeu no título de conde de Oeiras a seu irmão mais velho, o 5.º conde, João de Carvalho Albuquerque Daun e Lorena, que faleceu solteiro, nos vínculos, casa de seus pais e no título de marquês de Pombal, por decreto de 23 de fevereiro de 1831. Casou a 2 de julho de 1845 com D. Margarida Manuel de Noronha, que faleceu a 16 de dezembro de 1859, dama de honor da rainha D. Estefânia, filha dos 10.os condes da Atalaia; passou a segundas núpcias a 29 de novembro de 1866 com D. Maria Rita de Castelo Branco, dama de honor da rainha D. Maria Pia, filha natural de D. João Castelo Branco, que foi veador da princesa D. Maria Benedita, brigadeiro reformado, e filho dos 1.os marqueses de Belas. A senhora marquesa viúva casou segunda vez, a 15 do dezembro de 1888, com o visconde de Asseca, falecido em 5 de maio de 1910.


Fonte: http://www.arqnet.pt/dicionario/pombal5m.html

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Mensagem de D.Duarte, Duque de Bragança sobre a morte de Gonçalo Ribeiro Telles


Mensagem de SAR o Duque de Bragança



Portugueses ,

Ontem desapareceu um símbolo. Símbolo de um alto ideal de serviço ao país, de patriotismo não ostensivamente proclamado mas sistematicamente praticado, de uma devoção inexcedível ao bem comum, de união e de espírito de concórdia nacional. Das grandes causas e dos grandes equilíbrios. Entre a vida moderna e o mundo natural. Foi um grande ecologista porque era acima de tudo um Humanista.

Gonçalo Ribeiro Telles foi um português unânime. Um idealista que concretizava.

Para os monárquicos foi também o exemplo. Exemplo do compromisso obrigatório entre aquilo que de irrenunciavel herdámos do nosso passado é o melhor que temos obrigação de construir e procurar para o futuro. Com uma permanente irrequietitude em prol de uma certa ideia de civilização que é a nossa.

Gonçalo Ribeiro Telles é de todos os portugueses. Como a Monarquia é de Portugal.


terça-feira, 10 de novembro de 2020

Infante D.Afonso com os oficiais da Companhia Expedicionária que o acompanharam até Goa

O Infante D.Afonso, de barba, ao centro da foto, com os oficiais da Companhia Expedicionária que o acompanharam até Goa para debelar uma rebelião ocorrida no território em 1896.


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D.Duarte, Duque de Bragança, foi entrevistado para o programa "Casa Feliz"

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Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, esteve à conversa com Rúben Pacheco Correia na sua quinta em Sintra onde falou sobre a família, os filhos, a monarquia e o apoio que sente das pessoas.


Pode ver a entrevista aqui.

Rei D.Manuel II numa visita ao Castelo de S.Jorge

O Rei D.Manuel II numa visita ao Castelo de S.Jorge, que na época era ocupado pelo quartel do Regimento Caçadores 5 em 1908.


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Rainha D.Amélia durante cerimónia de despedida ao Príncipe Real D.Luis Filipe que embarca na sua visita aos territórios portugueses em África

A Rainha D.Amélia durante cerimónia de despedida ao Príncipe Real D.Luis Filipe que embarca na sua visita aos territórios portugueses na África em 1907.


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sábado, 7 de novembro de 2020

D. Maria de Vasconcelos e Sousa, responsável por a educação das filhas da Rainha D.Maria II

D. Maria de Vasconcelos e Sousa, da família Castelo Melhor, foi a responsável por a educação das infantas, D. Maria Ana e D.Antónia.


Era uma senhora tão severa, que na véspera do casamento de Antónia ainda a mandou estudar Inglês. Era assistida por Alexandrina Augusta Weber.

Manuel Moreira Coelho, subinspetor dos estudos dos filhos da Rainha D.Maria II

Manuel Moreira Coelho, vice-cônsul em Paris, ajudou Luís António de Abreu e Lima, Visconde da Carreira, com o título de subinspetor dos estudos. Foi ele que supervisionou a educação dos infantes João (1842-1861), Fernando (1846-1861) e Augusto (1847-1889). 

Alexandrina Augusta Weber, responsável pela educação dos filhos da Rainha D.Maria II

Alexandrina Augusta Weber era a responsável pela educação dos filhos da Rainha D.Maria II quando estes eram mais pequenos, antes de passarem para a "tutela" completa dos professores, e das infantas, as quais acompanhou até mais tarde.


Era alemã e também auxiliou Manuel Moreira Coelho com os infantes mais novos. 


Manuel Moreira e Alexandrina Weber seriam incansáveis quando a doença se abateu sobre os seus pupilos em 1861.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Rainha Maria Pia de Sabóia quando era jovem em 1863

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Palácio de Dom Manuel

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Palácio de Dom Manuel, sito em Évora, Portugal, outrora conhecido por Paço Real de S. Francisco foi mandado construir por D. Afonso V, que desejava ter na cidade um paço real fora do castelo para se instalar. O paço, habitado por vários monarcas portugueses, entre os quais D. Manuel I, D. João III e D. Sebastião, perdeu-se definitivamente no ano de 1895, tendo sido mandado destruir em 1619, aquando da visita de Filipe III ao país, que mandou destruir o palácio em pról da comunidade.


O paço era, segundo crónicas da altura, um dos edifícios mais notáveis do reino, tendo como principais construções o claustro da renascença, a Sala da Rainha, o refeitório e a biblioteca régia, sendo esta uma das primeiras do país.


Atualmente, o que resta do palácio é apenas a Galeria das Damas, representante exímia do estilo manuelino, mas com traços da renascença e que sobreviveu devido à sua utilização para Trem Militar. Esta compõe-se de um piso térreo, de planta rectangular, onde subsiste a Galeria, um pavilhão fechado e o alpendre. No piso superior existem dois salões e um vestíbulo de estilo mourisco. Do lado de fora existe o torreão, este é constituído por dois andares e terminando num pináculo hexagonal com uma porta manuelina.


O paço, para além de ter sido uma das maiores obras arquitetónicas do país, teve também uma enorme importância histórica, pois foi nele que Vasco da Gama foi investido no comando da esquadra da Descoberta do caminho marítimo para a Índia e foi também no palácio que Gil Vicente representou sete dos seus autos, dedicados às rainhas D. Maria de Castela e D. Catarina de Áustria.

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Rainha D.Amélia à chegada ao Lactário de S.Bento para uma visita

A Rainha D.Amélia à chegada ao Lactário de S.Bento para uma visita.

A Rainha funda a Associação Protectora da Primeira Infância em 1901, na qual este lactário está integrado.


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Rei D.Carlos durante uma cerimónia oficial

O Rei D.Carlos durante uma cerimónia oficial, provavelmente durante a visita da Rainha Alexandra do Reino Unido em 1905.


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terça-feira, 3 de novembro de 2020

Diogo da Silva, 1.º Conde de Portalegre, aio, mordomo-mor e escrivão da puridade do rei D. Manuel

D. Diogo da Silva (c. 1430 - c. 1504), 1.º conde de Portalegre, foi um nobre e figura eminente da corte portuguesa na segunda metade do século XV. De um linhagem de nobreza imemorial, cujos traços se perdem nos alvores da Reconquista Cristã da Península Ibérica, a linhagem patrilínea de D. Diogo da Silva remonta aos Silvas que serviam na corte de Leão no século XI, ricos-homens de Afonso VI de Leão. Os seus ascendentes paternos próximos eram grandes senhores feudais da Beira Baixa.


Nasceu em Ceuta e faleceu a 20 de fevereiro de 1504. 


Foi Senhor de Gouveia, Celorico, S. Romão de Ceia e doutras terras da Beira Baixa, alcaide-mor de Portalegre, mordomo-mor do rei D. Manuel, seu escrivão de puridade, conselheiro e vedor da fazenda real. 


Era filho de Aires Gomes da Silva, alcaide-mor de Campo Maior e de Ouguela, e de D. Isabel de Meneses, filha de D. Pedro de Meneses, conde de Viana e primeiro capitão de Ceuta. D. Diogo da Silva esteve em 1461 no cerco de Tânger, com o infante D. Fernando, irmão de D. Afonso V, e foi dos primeiros que escalaram as muralhas da praça, ficando ali prisioneiro juntamente com outros fidalgos. D. Diogo e a maior parte dos fidalgos e peões, foram remidos, e regressaram a Portugal. O ilustre fidalgo distinguiu-se então muito na guerra que D. Afonso V sustentou por causa das suas pretensões ao trono de Castela, defendendo contra os castelhanos a fronteira do Alentejo. Quando em 1457 o mestre de S. Tiago, de Castela, entrou em Portugal o se postou com 2.000 lanças na ribeira de Degebe, D. Diogo, por ordem de D. João II, então regente do reino, pela ausência de seu pai, D. Afonso V, que tinha ido à corte de França, fez retirar os castelhanos 


Em 1489, por ordem de D. João II, confirmou D. Diogo da Silva, com Rui de Sousa e D. Afonso de Monroy, o tratado de paz celebrado entre Aires da Silva e o rei de Fez, pelo qual se permitiu aos portugueses, cercados na Graciosa, saírem com armas, artilharia e cavalos. O referido monarca, tendo em D. Diogo da Silva a máxima confiança e consideração, o deu como aio a seu cunhado D. Manuel, duque de Beja, seu futuro sucessor, por ser varão de nobre sangue e de muito bom aviso, e saber, e de bom conselho, e nesta qualidade acompanhou sempre D. Manuel, enquanto duque e depois de rei. Este soberano tomou-lhe grande afeição, e no princípio do ano de 1458 deu-lho o senhorio de Portalegre, então vila; esta doação, porém, não teve efeito, porque os portalegrenses se opuseram energicamente, exibindo os seus direitos. O rei indignou-se, e mandou proceder contra os revoltosos que rigorosamente castigou, mas o povo insistiu na sua recusa, e D. Manuel para evitar sérias desordens, revogou a doação, dando a D. Diogo da Silva o título de conde de Portalegre, um conto de réis em dinheiro e a alcaidaria-mor do castelo de juro e herdade na sua descendência masculina, por alvará de 6 de fevereiro do mesmo ano de 1498, continuando a ser da coroa o senhorio de Portalegre. D. Diogo casou com D. Maria de Ayala, filha e herdeira de D. Garcia de Herrera, senhor das ilhas de Lançarote, Porte Ventura e Gomera, nas Canárias, e de D. Maria Pedraça, sua mulher. Em todos os actos graves da corte, sempre o conde de Portalegre teve um dos mais honrosos e distintos lugares. 


O seu brasão é o dos Silvas: Em campo de prata um leão de púrpura armado de azul.

"Vamos regressar a infanta Maria Bárbara ao seu Palácio de Mafra". Campanha de donativos visa aquisição de pintura setecentista

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A Associação dos Amigos do Convento de Mafra lançou uma campanha de angariação de donativos até 04 de dezembro destinados à compra de uma pintura do século XVIII, retratando Maria Bárbara de Bragança, para o Palácio de Mafra.


A pintura a óleo sobre tela, do mestre italiano Jacopo Amiconi, está à venda numa leiloeira nacional pelo valor de 5.925 euros, refere a associação em nota de imprensa.


Por se encontrar à venda, a associação lançou a campanha "Vamos regressar a infanta Maria Bárbara ao seu Palácio de Mafra", justificando que o nascimento de Maria Bárbara de Bragança "poderá ter sido o pretexto para a construção do palácio, uma vez que o seu pai, D. João V, terá feito a promessa de edificar o convento em caso de ser pai".


Maria Bárbara, nascida a 04 de dezembro de 1711, foi a primeira filha do rei João V, depois de o bispo Nuno da Cunha solicitar ao frade franciscano Frei António de S. José que dirigisse as suas orações a Deus, pedindo um herdeiro para o rei, que não aparecia ao fim de três anos de casamento, segundo reza a tradição.


Se o rei construísse um convento em Mafra, Deus dar-lhe-ia o sucessor, pelo que, concretizada a profecia, o rei lançou a primeira pedra a 17 de novembro de 1717.


A associação explicou ainda o palácio só possui uma pequena pintura, de menor qualidade, da infanta ainda jovem, reforçando assim a importância da aquisição do retrato, com a dimensão de 130 por 100 centímetros.


Depois de adquirida, a pintura vai ficar exposta na sala D. João V.


Datado do século XVIII, o Palácio Nacional de Mafra, mandado construir por João V, com a riqueza resultante do ouro vindo do Brasil, é um dos mais importantes monumentos representativos do barroco em Portugal, sendo por isso um exemplo de afirmação do poder real.


Possui importantes coleções de escultura italiana, de pintura italiana e portuguesa, uma biblioteca única, bem como dois carrilhões, seis órgãos históricos e um hospital do século XVIII.


Com a deslocação da família real para o Brasil, no final de 1807, várias peças de arte foram levadas e não regressaram, motivo pelo qual a decoração atual do monumento não é, na sua maioria, a original.


No acervo do palácio, têm sido incorporadas peças oriundos de depósitos de diversos museus e palácios, doações e aquisições.


Jacopo Amiconi nasceu em 1682 em Veneza (Itália) e morreu em 1752 em Madrid (Espanha).


Pintor de temas mitológicos e religiosos, foi também retratista.


Trabalhou na Alemanha, Inglaterra, Itália e Espanha, para onde foi em 1747, tendo sido pintor régio de Fernando VI e diretor da Real Academia de San Fernando.


Fonte: https://24.sapo.pt/

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Rainha D.Amélia e Rei D.Carlos na Procissão do Corpo de Deus (1907)

Lisboa, ano de 1907.

A Rainha D. Amélia sendo saudada à entrada da Sé Patriarcal por João Franco, Presidente do Conselho de Ministros; no dia da procissão do Corpo de Deus.

O Rei D. Carlos, de capa branca, segue atrás.

-Foto de Joshua Benoliel, in AML


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