terça-feira, 30 de junho de 2020

António Maria da Assunção Deodato de Sousa Holstein Beck, 4.º Marquês do Faial, camarista do Rei D.Manuel II

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António Maria da Assunção José Francisco de Paula Vicente João Gabriel Deodato de Sousa e Holstein Beck 4º marquês do Faial e 3º conde do Calhariz, nasceu na cidade de Lisboa, em 14 de agosto de 1892. 


Primogénito varão dos duques de Palmela, Luís Borges Coutinho de Medeiros Sousa Dias da Câmara (1866-1933) e Helena Maria Domingas de Sousa Holstein (1864-1941). Casou, em 30 de junho de 1915, com Maria da Assunçãode Sá Pais do Amaral (1890-1974), única filha dos primeiros condes de Alferrarede, Carlos de Sá Pais do Amaral Pereira e Meneses (1865-1909) e Maria da Luz Biester de Barros Lima (1867-1961).


Não teve descendentes. Bacharel em Direito foi oficial miliciano na 1ª Guerra Mundial (1914- 1918), sendo condecorado com a medalha da Vitória. Participou na revolta monárquica de 1919 e na Guerra Civil Espanhola ao lado das tropas nacionalistas.


Foi camarista do Rei D.Manuel II.


Vitimado por um acidente de automóvel em Cascais, faleceu no Hospital de São José, em Lisboa, no dia 2 de setembro de 1941.


Fonte: https://www.geni.com

Textos do Rei D.Manuel II sobre o regicídio

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Fonte: http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/EFEMERIDES/Regicidio/Diario/Diario_item1/P11.html

sábado, 27 de junho de 2020

Documentos do Funeral do Rei D.Carlos e do Príncipe Real Luís Filipe

O Arquivo Histórico do Ministério dos Negócios Estrangeiros contém o processo documental relativo ao Regicídio intitulado “Falecimento d'El Rei D. Carlos e do Príncipe Real D. Luís Filippe”. Este acervo contém dois maços com documentos de interesse sobre a matéria, respeitantes ao cerimonial e organização do duplo funeral, às exéquias, ao ritual de aclamação de D. Manuel II, às cartas, ofícios e telegramas expedidos e recebidos de vários países, assim como das Legações portuguesas e estrangeiras.


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Suplemento do Jornal “Diário do Governo” nº26 de 3 de Fevereiro de 1908. Programa do cerimonial a ser realizado no do rei D. Carlos e do seu filho, o Príncipe herdeiro, D. Luís Filipe.


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Documento relativo à ordem de precedência dos coches no funeral de D. Carlos e D. Luís Filipe.


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Documento relativo à cerimónia das Exéquias fúnebres de D. Carlos e D. Luís Filipe realizadas no dia 25 de Abril de 1908 na Igreja de Santa Maria de Belém.


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Circular redigida pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros Wenscelau de Lima noticiando o falecimento de D. Carlos I e D. Luís Filipe e a subida ao trono de D. Manuel II a 6 de Fevereiro de 1908.


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Carta enviada pela Legação francesa em Lisboa ao Ministro dos Negócios Estrangeiros Wenscelau de Lima relativa à representação daquele país nos funerais de D. Carlos I e D. Luís Filipe


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 Missas e homenagens em memória de D. Carlos I e de D. Luis Filipe em Goa.


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 Missas e homenagens em memória de D. Carlos I e de D. Luis Filipe no Zanzibar.


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Um exemplar do “Discurso proferido pelo Exmº. Snr. D. Francisco de Paula e Silva, virtuoso Bispo do Maranhão, por occasião das exéquias mandadas celebrar pela distincta Colonia Portugueza, na Igreja Cathedral desta capital, em memoria de S. M. El Rei D. Carlos I, de Portugal, e de S.A D. Luíz Philippe, Principe herdeiro […]”. 1908.


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Documento comunicando à comunidade portuguesa residente em Hong-Kong a morte e assassinato de D. Carlos I e de D. Luís Filipe, assim como a proclamação de D. Manuel II. 3 de Fevereiro de 1908.


Fonte: https://idi.mne.pt/pt/arquivo-e-biblioteca/documentos-e-efemerides/funeral-de-el-rey-d-carlos

sexta-feira, 26 de junho de 2020

José de Mello Sabugosa, ajudante de campo dos príncipes D. Luis Filipe e D. Afonso




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José de Mello Sabugosa nasceu em Alcântara, Lisboa no dia 3 de Dezembro de 1859. Era filho de António Maria José de Melo da Silva César de Menezes, 3º marquês de Sabugosa e Maria do Carmo da Cunha Portugal e Menezes.


Casou com Antónia Josefa de Jesus Maria Francisca Xavier de Mendoça com quem teve três filhos: Jorge António José de Melo; Maria da Assunção José de Mello e Maria do Carmo José de Mello.


Foi ajudante de campo dos príncipes D. Luis Filipe e D. Afonso e oficial às Ordens honorário dos reis D. Carlos e D. Manuel II. Foi Cavaleiro da Ordem de Avis.


Faleceu no dia 15 de Junho de 1929.




Juramento do Infante D.Afonso no "Diário Ilustrado"

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Funerais do Rei D.Carlos e do Príncipe Real Luís Filipe no "Diário Ilustrado"

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Funerais do Rei D.Carlos e do Príncipe Real Luís Filipe no "Diário Ilustrado"

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Assassinato do Rei D.Carlos e do Príncipe Real Luís Filipe no "Diário Ilustrado"

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quinta-feira, 25 de junho de 2020

Jornadas ao estrangeiro da família real portuguesa

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“Viajar com os Reis de Portugal, Seis séculos de jornadas ao estrangeiro da família real portuguesa”, por Miguel Ribeiro Pedras, A Esfera dos Livros, 2020, é um estudo redigido numa linguagem aliciante em que o seu autor, investigador de História, procura reconstituir viagens marcantes de membros da família real portuguesa, tendo como fronteiras D. Dinis e D. Manuel II. Viajaram à procura de conciliar reis em contenda, para procurar alianças, em visitas de Estado, em férias, para se encontrar com parentes de várias casas reais em puro lazer. São só algumas viagens, como o autor observa, não se trata de um trabalho derradeiro, nele, por exemplo, não se incluem relatos de membros da aristocracia que foram acompanhar príncipes e princesas consortes ou acertar casamentos régios, trata-se de uma documentação imensa, seguramente muito dela pejada do maior interesse para o estudo das mentalidades do tempo. O Círculo de Leitores publicou uma coleção de casamentos reais, permitem um olhar inovador a que a historiografia nem sempre dá a melhor atenção.


O texto da contracapa dá-nos uma síntese elucidativa do que o leitor pode esperar desta estimulante narrativa. Assim: “No início do século XIV, o rei D. Dinis e a rainha Santa Isabel deslocaram-se a Aragão para mediar um conflito que opunha este reino ao de Castela. Eram mais de mil os homens e mulheres que acompanhavam os soberanos portugueses por terras de Castela e Aragão, a maior comitiva que alguma vez se vira na Ibéria. Em 1425, seria a vez de o infante D. Pedro, filho de D. João I e D.ª Filha de Lencastre, partir para uma viagem pela Europa que duraria três anos. Durante a sua estada em Inglaterra, o príncipe mediou um conflito entre o conde de Gloucester e o bispo de Beaufort, que podia ter resultado numa guerra sangrenta. Em 1854, D. Pedro V realizou um périplo pela Europa com o objetivo de ‘melhor me habilitar a dirigir depois os destinos do povo que eu devo reger’, como escreveu no seu diário. Na bagagem trouxe ideias de desenvolvimento, nomeadamente o seu forte incentivo à proliferação da linha férrea em Portugal. D. Carlos, em 1901, viajou para Inglaterra para estar presente no funeral da rainha Vitória e, em 1907, o herdeiro do trono D. Luís Filipe partiu para África, naquela que foi a primeira viagem oficial de um membro da família real a este continente. Num momento em que Portugal estava no centro da polémica por ainda praticar a escravatura nas suas colónias, apesar de aquela ter sido abolida em 1869, o príncipe partia com o intuito de apaziguar a contestação. Em 1909, o último rei de Portugal realizou a sua primeira viagem ao estrangeiro, com o propósito subliminar de encontrar uma noiva”.


D. Dinis foi bem-sucedido a dirimir a contenda entre Aragão e Castela. Nenhum relato permite atestar as razões fundadas da longa viagem do segundo filho de D. João I, só há especulação. O que está documentado é que o infante chegou a Inglaterra e encontrou beligerância na regência do duque de Bedford já que Henrique VI ainda era menor para governar. O infante era primo direito dos regentes da Coroa Inglesa, a sua mãe, D.ª Filipa, era irmã do rei Henrique IV de Inglaterra, D. Pedro estava em família. Acalmados os ânimos entre os contendores, D. Pedro foi feito cavaleiro da Ordem da Jarreteira, e daqui partiu para a Flandres, foi festivamente recebido. É de Bruges que envia ao futuro rei de Portugal, D. Duarte, uma carta com recomendações e onde aponta caminhos à governação do país. Atravessa o Reno, irá encontrar-se com o imperador Segismundo, e depois integrou exércitos deste imperador, aquartelados na Roménia. Vem depois para Itália e daqui parte para a Catalunha. Nada se sabendo ao certo do que levou o infante a percorrer uma boa parte da Europa, aventa-se também a hipótese de que andasse a legitimar a nova dinastia, o que hoje se chamaria uma operação de marketing junto de outras cabeças coroadas. D. Afonso V vai a França, pretende obter apoio de Luís XI para as suas pretensões a Castela, veio de mãos a abanar, depois do seu regresso, Luís XI que andava em hostilidade com os Reis Católicos, fez as pazes, D. Afonso V, em estado de fracasso, entregou a governação ao príncipe D. João. A viagem de D. Pedro V, que foi acompanhado pelo futuro rei D. Luís I, está profusamente documentada, há livros sobre o assunto. Recebido calorosamente por Vitória e Alberto, o jovem monarca só procura trabalho e informações sobre o desenvolvimento industrial, móbil que o leva à Bélgica e à Alemanha e à Áustria. Posteriormente visitará a França e a Itália, um aristocrata que o acompanhou, deixaria nota da permanente obsessão do monarca: “uma ideia única e fixa o guiava em todas as suas visitas, em todas as suas observações, de notar em proveito do seu país o futuro das suas viagens”. E falece precocemente, deixou imensa saudade, era uma esperança que não se cumpriria.


O livro de Miguel Ribeiro Pedras faz-nos acompanhar as viagens de D. Fernando II. Quando viúvo de D. Maria II, sentiu-se atraído por uma cantora de ópera, Elisa Hensler, que se tornou companheira inseparável do príncipe alemão, e ficam registadas no livro as suas jornadas. A cantora terá o título de Condessa d’Edla, morrerá em Portugal em 1929, com 92 anos. Teremos igualmente as viagens dos reis D. Luís e D. Maria Pia pela Europa, acompanharemos o infante D. Afonso, irmão do rei D. Carlos até à Índia, para sustar uma rebelião, foi o momento de glória deste infante que voltou à sua condição periférica, pois este condestável do reino e último vice-rei da Índia, com o título de duque do Porto, partiu para o exílio em 1910 e morreu dez anos depois em Itália. Igualmente bem documentadas estão as viagens do rei D. Carlos em quatro diferentes períodos. Sonhara visitar o Brasil em 1908, mas foi assassinado em 1 de fevereiro desse ano. A rainha D.ª Amélia e os príncipes viajaram pelo Mediterrâneo, o principal objetivo no Mediterrâneo Oriental era o Egito, regressaram por Itália e por França, as visitas de família eram sempre muito bem acolhidas. O príncipe Luís Filipe vai a S. Tomé, Angola, África do Sul e Moçambique, era naturalmente um acontecimento ímpar, jamais um monarca ou príncipe herdeiro se acometera a tais jornadas. Quatro meses após o seu regresso, encontrou a morte no Terreiro do Paço. E D. Manuel II viajou para casar, havia promessas no Reino Unido, mas a questão religiosa foi mais forte. A sua derradeira viagem enquanto rei será de novo Inglaterra, foi assistir aos funerais de Eduardo VII. O casamento com uma aristocrata alemã ficará para anos mais tarde, no exílio.


Uma apreciável narrativa didática que colherá frutos, fica-se em crer. E vale a pena continuar a aprofundar esta dimensão da historiografia, ainda na obscuridade.


Fonte: https://maisribatejo.pt/2020/03/16/jornadas-ao-estrangeiro-da-familia-real-portuguesa/

Rei D.Manuel II com o Rei Alfonso XIII de Espanha em Londres

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Artigo sobre o primeiro aniversário da morte do Rei D.Manuel II

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quarta-feira, 24 de junho de 2020

Artigo do "Diário de Lisboa" sobre o destino dos bens do Rei D.Manuel II

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Eduardo Fernandes de Oliveira, Administrador da Casa de Bragança

Eduardo Fernandes de Oliveira (1882 — 1943) foi um político português responsável pelo ministério da Agricultura entre 9 de Março de 1918 e 27 de Janeiro de 1919.


Foi Médico e agricultor, Diretor da associação Central da Agricultura Portuguesa, Ministro da agricultura de Sidónio Pais e Tamagnini Barbosa, de 9 de Março de 1918 a 27 de Janeiro de 1919. Sucessivamente monárquico progressista e sidonista, aparece como elemento fulcral da União dos Interesses Económicos. Deputado eleito por Beja em 1918 e 1925. Em 1930 foi chamado por o Rei D.Manuel II para ser Administrador da Casa de Bragança de 1930 a 1943.

terça-feira, 23 de junho de 2020

D.Duarte. Duque de Bragança e o seu filho Afonso ofereceram um videolaringoscópio ao Hospital Santa Maria Maior em Barcelos

Dom Duarte de Bragança, Duque de Bragança e o seu filho Afonso, bem como a Real Irmandade do Senhor Bom Jesus da Cruz, ofereceram um videolaringoscópio ao Hospital Santa Maria Maior em Barcelos, resultado de uma campanha de angariação de fundos lançada pela Irmandade no final de março. Este equipamento trará grandes vantagens para os utentes, permitindo, por exemplo, evitar a lesão que a intubação pode causar à estrutura laríngea dos utentes.


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Fonte: Facebook Hospital Santa Maria Maior, EPE - Barcelos

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Vila Viçosa: Temporada de concertos da Museu-Biblioteca da Casa de Bragança recomeça no Panteão dos Duques

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Depois de uma interrupção devido às contingências provocadas pela pandemia da Covid-19, o Museu-Biblioteca da Casa de Bragança retoma a sua actividade cultura, nomeadamente os concertos de música.


Esta temporada inicia-se a 27 de Junho e termina a 11 de Dezembro, sendo que a Fundação da Casa de Bragança garante todas as condições de segurança sanitária, de forma a poder receber da melhor forma todos os visitantes.


Esta temporada inicia-se com dois concertos a Igreja dos Agostinhos (Panteão dos Duques), o primeiro decorrerá no dia 27 de Junho, com o Quarteto de Cordas, seguindo-se a Camerata Atlântica a 1 de Agosto.


No final de Agosto os concertos regressam ao Paço Ducal, nomeadamente no dia 28 de Agosto com o concerto Avres Serva, depois no dia 25 de Setembro actuará novamente o Quarteto de Cordas, a 30 de Outubro actua João Bettencourt da Câmara e, por fim, Ensemble Staccato a 1 de Dezembro.


De referir que todos os concertos têm entrada livre.


Fonte: https://odigital.pt/

Museu-Biblioteca da Casa de Bragança promove temporada de concertos até ao final do ano


O Museu-Biblioteca da Casa de Bragança, está a organizar uma temporada de concertos para o verão de 2020.


A temporada inicia-se a 27 de junho e termina a 11 de dezembro.


O primeiro concerto será a 27 de junho com o Quarteto de Cordas, segue-se a Camerata Atlântica a 1 de agosto, a 28 de agosto será Avres Serva, depois a 25 de setembro apresenta-se novamente o Quarteto de Cordas, a 30 de outubro é a vez de João Bettencourt da Câmara e, por fim, Ensemble Staccato a 1 de dezembro.


A entrada será livre em todos os concertos.  


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Fonte: https://www.radiocampanario.com/

Rei D.Carlos assiste a uma prova desportiva no Velódromo de Palhavã em Lisboa (1904)

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Fonte: Facebook Memorias do Reino de Portugal

domingo, 21 de junho de 2020

Ligação da Família Real com os Condes da Ponte


Conde da Ponte foi um título criado por carta de 16 de Maio de 1661, do rei D. Afonso VI de Portugal, a favor de Francisco de Melo e Torres, o 1.º Marquês de Sande.


Francisco de Melo e Torres (Lisboa, c. 1610 - Lisboa, 7 de dezembro de 1667), foi o 1.º conde da Ponte e 1.º marquês de Sande, General de Artilharia, do Conselho de Guerra de Portugal, Alcaide-mor de Terena, Comendador na Ordem de Cristo de São Salvador de Fornelos e Santiago da Guilha.


Como embaixador extraordinário a Inglaterra acompanhou a então infanta D. Catarina de Bragança, quando esta foi casar com o rei Carlos II de Inglaterra.


Foi também ele que assinou em Paris a 24 de fevereiro de 1666 o contrato matrimonial de Afonso VI de Portugal, com Maria Francisca de Saboia, Mademoiselle d´Aumale. O casamento se celebrou por procuração em La Rochelle em 27 de junho e a nova rainha chegou a Lisboa a 2 de agosto.


Fazia parte dos "Fidalgos conhecidos por Quarenta Conjurados e que depois se acharam na feliz Aclamação do Senhor Rei D. João IV, e restituição que se lhe fez deste Reino de Portugal", em 1640.


João de Saldanha da Gama Melo Torres Guedes de Brito, 8.º conde da Ponte foi Gentil-homem e vedor da Casa Real e Par do Reino.


Sucedeu ao seu pai na casa e no pariato em 1852. Foi nomeado em 1853 governador civil de Lisboa, e em 1858 ou 1859 vedor da Casa Real. Entrou com grandes ideias de reforma, ideias que se lhe atribuiriam, mas que a prática não justificou. As profundas antipatias que inspirava pelo seu modo seco e reservado, pelas suas maneiras excessivamente inglesas, designaram-no à cólera do povo, quando as mortes sucessivas de D. Pedro V e dos infantes seus irmãos, D. Fernando e D. João, originaram suspeitas de envenenamento, que deram lugar aos tumultos do Natal de 1861, em que o conde da Ponte foi maltratado à porta do paço. 


Isabel Juliana de Saldanha da Gama, filha de João de Saldanha da Gama, 8.º Conde da Ponte e de Maria Teresa de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, foi Dama da Rainha D.Amélia e Aia dos Príncipe Luís Filipe e do Infante D.Manuel (futuro Rei D.Manuel II).


D. Teresa Saldanha da Gama (1842-1929), filha do 8º Conde da Ponte, D. João Saldanha
da Gama Melo Torres Guedes de Brito era amiga de infância da Infanta D.Antónia de Bragança, filha da Rainha D.Maria II.


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O Palácio dos Condes da Ponte

sábado, 20 de junho de 2020

D. Maria Germana de Castro Pereira, Dama Camarista da Rainha D.Amélia

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D. Maria Germana de Castro Pereira (Hamburgo, 19 de Junho de 1860 - Sintra), era filha de Rodrigo Delfim Pereira e de D. Carolina Maria Bregaroélia.


Foi Dama Camarista da Rainha D. Amélia.


Casou em Lisboa no dia 28 de Abril de 1884 com Pedro Maurício Correia Henriques, 2.º Visconde de Seisal e 2.º Conde de Seisal com quem teve um filho:



  • Rodrigo Maurício Correia Henriques (Lisboa, 22 de Março de 1887 - Sintra, 3 de Setembro de 1906), solteiro e sem geração, vítima dum acidente de caça.

Pedro Maurício Correia Henriques, Ajudante-de-Ordens de D. Luís I e Veador da Rainha D.Amélia

Pedro Maurício Correia Henriques ComA (Plön, Holstein, Dinamarca, 27 de Novembro de 1846 - Lisboa, 13 de Fevereiro de 1890), 2.º Visconde de Seisal e 2.º Conde de Seisal, foi um militar e político português.


Era filho de José Maurício Correia Henriques, 1.º Barão de Seisal e 1.º Visconde de Seisal, e de sua segunda mulher Alexandra Aline Stjernvall, Sueca.


Tirou o curso de Engenharia Militar na Escola Militar da Bélgica, que lhe foi revalidado na Escola do Exército por Decreto de 1 de Julho de 1867. Assentou Praça quatro dias depois e foi promovido a Alferes a 10 do mesmo mês e a Tenente a 14 de Julho de 1868. Colocado no Comando-Geral de Engenharia e no Batalhão da mesma Arma, a 6 de Julho de 1870 foi nomeado Adido Militar à Legação de Portugal em Londres e transferido para a de Paris a 28 de Outubro seguinte. Depois de promovido a Capitão a 2 de Outubro de 1873, passou a Ajudante-de-Campo do Infante D. Augusto de Bragança, Duque de Coimbra, de que foi exonerado, conservando as referidas honras, depois de colocado na Legação de Berlim. A 2 de Outubro de 1878 passou a Ajudante-de-Ordens de D. Luís I de Portugal, que exerceu depois das sucessivas promoções a Major a 12 de Outubro de 1881 e a Tenente-Coronel a 15 de Julho de 1885. A 13 de Maio de 1886 foi colocado fora do Quadro da Arma por ter sido nomeado Veador da Princesa Real D. Amélia de Orleães.


Foi Par do Reino por sucessão, Grã-Cruz da Ordem da Estrela Polar da Suécia e Excelentíssimo Senhor Grã-Cruz da Real Ordem de Isabel a Católica de Espanha, Comendador da Real Ordem Militar de São Bento de Avis de Portugal e Cavaleiro da Ordem de Leopoldo I da Bélgica.


O título de 2.º Visconde de Seisal foi-lhe renovado por Decreto de D. Pedro V de Portugal de 13 de Março de 1860 e foi elevado à Grandeza, como 2.º Conde de Seisal, por Decreto de D. Luís I de Portugal de 19 de Maio de 1886. Armas: escudo partido, na 1.ª Correia e na 2.ª Henriques; timbre: Correia; coroas de Visconde (depois de 13 de Março de 1860) e de Conde (depois de 19 de Maio de 1886).


Casou primeira vez em Lisboa a 24 de Janeiro de 1876 com D. Carolina Maria de Castro Pereira (Berlim, 16 de Agosto de 1854 - Lisboa, 5 de Dezembro de 1878), filha de D. Rodrigo Delfim Pereira e de sua mulher Carolina Maria Bregaro, da qual teve uma filha e um filho:



  • Carolina Maria Matilde Correia Henriques (Lisboa, Lapa, 16 de Abril de 1877 - 8 de Dezembro de 1953), casada em Sintra, Santa Maria e São Miguel, 12 de Agosto de 1898 com Salvador Correia de Sá e Benevides Velasco da Câmara (Torres Novas, Santiago, 14 de Dezembro de 1873 - Sintra, 12 de Junho de 1939), 9.º Visconde com Grandeza de Asseca, com geração

  • José Maurício Correia Henriques (Lisboa, 18 de Novembro de 1878 - Lisboa, 31 de Agosto de 1944), 3.º Conde de Seisal por Decreto de D. Carlos I de Portugal de 14 de Maio de 1902, casado em Lisboa, Pena, a 9 de Junho de 1902 com Maria Cândida de Almeida Cardoso de Albuquerque (9 de Setembro de 1884 - ?), filha do 1.º Visconde e 1.º Conde de Mangualde e sobrinha-neta do 1.º Barão de Salvaterra de Magos, da qual teve cinco filhos e uma filha


Casou segunda vez em Lisboa a 28 de Abril de 1884 com sua cunhada D. Maria Germana de Castro Pereira (Hamburgo, 19 de Junho de 1860 - Sintra), Dama Camarista da Rainha D. Amélia, da qual teve um filho:



  • Rodrigo Maurício Correia Henriques (Lisboa, 22 de Março de 1887 - Sintra, 3 de Setembro de 1906), solteiro e sem geração, vítima dum acidente de caça.

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Sessão solene na Real Academia das Ciências de Lisboa em homenagem ao Rei D.Carlos

Sessão solene na Real Academia das Ciências de Lisboa em homenagem ao Rei D.Carlos,com a presença da Rainha Maria Pia e do seu filho D.Afonso.
Esta homenagem da RACL foi feita após o assassinato do Rei e do Principe D.Luis Filipe cujas cadeiras vagas se encontram na tribuna real.


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Fonte: Facebook Memorias do Reino de Portugal

terça-feira, 16 de junho de 2020

Infante D.Afonso sai de uma cerimónia a que assistiu na Sé de Lisboa (1908)

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Fonte: Facebook Memorias do Reino de Portugal

Livro "D. Manuel I - Duas Irmãs para um Rei" de Isabel Stilwell


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SINOPSE


Uma história fascinante de um homem que não nasceu para ser rei, que chegou ao trono depois de ver morrer o sobrinho e ver assassinar o irmão e o cunhado.

Isabel, viúva de Afonso, filho de D. João II, resistiu ao casamento. Mas Manuel era determinado. Desde aquele dia em que os seus olhares se cruzaram em Moura, sabia que Isabel havia de ser sua.

Por ela faria tudo, inclusive expulsar os hereges de Portugal, e depois os judeus. Mas mais uma vez a roda da fortuna girava e a sua felicidade durou pouco. Isabel morria no parto, e o seu único filho não sobreviveria. Era preciso garantir a descendência. Maria, irmã de Isabel, esperara, apaixonada, e o seu tempo tinha chegado. Seria rainha de Portugal e mãe de dez filhos, entre eles seis varões.

Um dos reis mais importantes da nossa História, construtor do império global português, numa época fascinante dos Descobrimentos, em que Lisboa se enche de espiões e especiarias.


Fonte: https://www.wook.pt/livro/d-manuel-i-duas-irmas-para-um-rei-isabel-stilwell/24026437