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Começou este mês o projeto de conservação e restauro do Jardim Pênsil do Palácio Nacional de Queluz, que contempla as esculturas do interior e a área periférica, onde se inclui a balaustrada, o Pórtico da Fama e o muro de suporte. Com foco especial na recuperação dos Lagos Ornamentais e da sua estatuária em chumbo, os trabalhos incidem sobre todos os materiais em pedra, cerâmica e metal deste espaço. Os rebocos, a pintura do muro de suporte, as infraestruturas hidráulicas e os pavimentos serão também recuperados. Estas intervenções visam a estabilização dos materiais, de forma a permitir a sua preservação, e o restabelecimento dos jogos de água, que são um elemento fundamental para a leitura global do jardim.
O Jardim Pênsil foi concebido por Jean-Baptiste Robillion e construído entre 1760 e 1772, em pleno período barroco-rococó. Deve o seu nome ao facto de se encontrar sobre um reservatório que recolhe o excesso das águas dos lagos, solução arquitetónica que permitiu vencer o desnível de terreno existente. Este jardim formal segue modelos geométricos franceses e é também designado por Jardim de Neptuno, em alusão ao lago maior, centrado na figura do deus dos oceanos. A sua decoração é marcada pelos grupos escultóricos em chumbo do “atelier” londrino de John Cheere, que evocam a mitologia clássica. Nos lagos, verifica-se uma predominância de temas aquáticos.
Com a implementação deste projeto, cuja conclusão se prevê para o final de setembro, a Parques de Sintra dá seguimento ao plano de recuperação integral dos jardins históricos do Palácio Nacional de Queluz, que figuram entre os mais importantes a nível europeu. No âmbito da missão da empresa, o intuito destas intervenções é salvaguardar e valorizar o património cultural e paisagístico que estes jardins compreendem, promovendo a sua fruição.
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