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Fernão Teles da Silva, 2º Marquês de Alegrete e 3° Conde de Vilar Maior, (15 de outubro de 1662 — 7 de julho de 1734) foi um nobre português. Sendo erigida a Academia Real de História Portuguesa, foi um dos seus censores. Deputado da Junta dos Três Estados.
Biografia:
Tomou parte na Guerra da Sucessão de Espanha, em 1704, sendo 3.º conde de Vilar Maior, como ajudante de campo de D. Pedro II de Portugal, que resolvera ir pessoalmente tomar o comando das tropas.
Em 1707 foi encarregado de ir a Viena buscar a arquiduquesa Maria Ana de Áustria, ou de Habsburgo, noiva destinada de D. João V de Portugal. A embaixada tornou-se célebre pelo extraordinário fausto que ostentou. Dela se publicou em Viena, no ano de 1717, uma minuciosa descrição em português, escrita pelo padre Francisco da Fonseca. Quando voltou a Lisboa, seu pai era falecido, e recebeu o título de marquês de Alegrete. Acompanhava-o António Rodrigues da Costa, que acompanhara seu pai às negociações para o casamento de D. Pedro II de Portugal com a filha do Eleitor Palatino.
Foi nomeado vedor da fazenda da repartição de contas e casa, assim como teve os cargos de gentil-homem da câmara de D. João V e conselheiro de Estado. Sendo homem de reconhecida instrução e muito versado na língua latina, foi um dos indigitados para membro da Academia Real de História, fundada em 1720, e escolhido para um dos censores. A Academia encarregou-o então de escrever em latim a história eclesiástica do bispado de Elvas, comissão de que não chegou a desempenhar-se completamente porque não a imprimiu, e parece que não concluiu também outra obra - Heloisa sacra, de que D. António Caetano de Sousa fala com louvor na sua Historia genealógica.
Nas colecções da Academia saíram publicadas muitas das suas orações e declarações, contas dos seus estudos, etc.
Escreveu uma carta em latim elogiando a obra de seu pai acerca da vida de D. João II; um soneto castelhano em louvor do Theatro genealogico da casa de Sousa. Na livraria dos condes de Tarouca guarda-se uma preciosa colecção de cartas deste Marquês de Alegrete para seu irmão o Conde de Tarouca, embaixador em várias cortes da Europa, uma história desenvolvida de tudo o que se passou no reinado de D. João V, durante um largo período dele, escrita com a máxima liberdade, independência e franqueza.
Casou com Helena de Noronha, filha de D. Tomás de Noronha, 3º conde dos Arcos, e de D. Madalena de Borbon, filha de D. Luís de Lima Brito e Nogueira, 1° Conde dos Arcos. Helena era viúva de D. Estêvão de Menezes, Senhor da Casa de Tarouca.
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