Carl Andreas Dietz, alemão, de confissão protestante foi preceptor do rei consorte Fernando II e dos seus filhos os futuros reis D.Pedro V e D.Luís I.
Carl Andeas Dietz veio para Portugal com D.Fernando e acompanhou-o muito de perto.
Manteve-se no cargo até Abril de 1847, quando Dietz foi obrigado a deixar Portugal sob acusações de intromissão na política nacional associadas à sua filiação religiosa protestante.
Abandonou Portugal porque se considerou, tanto no nosso país, como em Inglaterra e na família Coburgo, que extravasava as suas funções, agindo como conselheiro político dos monarcas a quem desviava dos princípios constitucionais, alienando-lhes simpatias. Devido à pressão inglesa, D. Maria e D. Fernando foram obrigados a dispensá-lo, embora considerassem a sua saída do Paço das Necessidades irreparável, tanto para instrução dos filhos como pelo amigo que perdiam. Em carta à rainha Vitória, a sua prima por afinidade, escrevia D. Maria em abril de 1847 sobre Dietz:
“Vemo-lo partir com o maior desgosto, porque Pedro e Luís ficarão sem ninguém que possa dirigir os seus estudos, que eram dirigidos de uma forma verdadeiramente notável. Temos já um percetor para eles que é o viscondeda Carreira, nosso ministro em Paris, um homem excelente instruído e espero em Deus que tenhamos feito uma boa escolha, mas infelizmente não o poderemos ter connosco tão depressa como desejaríamos”.
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