quinta-feira, 25 de julho de 2019

Reis de Portugal - João V de Portugal


João V (Lisboa, 22 de outubro de 1689 – Lisboa, 31 de julho de 1750), apelidado de O Magnânimo, foi Rei de Portugal e Algarvesde 1706 até à sua morte. Foi o segundo filho do rei Pedro II e da sua segunda esposa Maria Sofia de Neuburgo. O seu longo reinado de 43 anos pode ser dividido em dois períodos: uma primeira metade, em que Portugal teve um papel ativo e relevante na política europeia e mundial; e uma segunda metade, a partir da década de 1730, em que a aliança estratégica com a Grã-Bretanhagradualmente assumiu maior importância, e o reino começou a sofrer uma certa estagnação.


Como rei, João V empenhou-se em projetar Portugal como uma potência internacional. Exemplos disso são as faustosas embaixadas que enviou ao imperador Leopoldo I em 1708, ao rei Luís XIV de França em 1715, e ao papa Clemente XI em 1716. Outro exemplo foi o litígio que manteve com a Santa Sé na década de 1720, sobre a questão do cardinalato a atribuir ao núncio apostólico na capital portuguesa. João V foi também um grande edificador, dotando a metrópole e principalmente a capital portuguesa de numerosas construções. Fomentou o estudo da história e da língua portuguesa, não conseguindo, no entanto, melhorar significativamente as condições da manufactura nacional.


Os principais testemunhos materiais do seu tempo são: O Palácio Nacional de Mafra, a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, o Aqueduto das Águas Livres em Lisboa, e a maior parte da colecção do Museu Nacional dos Coches, possivelmente a mais importante a nível mundial, igualmente na capital portuguesa. No campo imaterial, merece destaque a extinta Academia Real da História Portuguesa, precursora da actual Academia Portuguesa da História, assim como a criação do Patriarcado de Lisboa, um dos três patriarcados do Ocidente da Igreja Católica.


O último feito diplomático do reinado de João V foi o Tratado de Madrid de 1750, que estabeleceu as modernas fronteiras do Brasil. Os vestígios do seu reinado no Brasil incluem cidades como: Ouro Preto, então capital do distrito do ouro das Minas Gerais; São João del-Rei, assim nomeada em sua honra; Mariana, que recebeu o nome da rainha; São José, a que foi dada o nome do príncipe herdeiro; assim como numerosas outras cidades, igrejas e conventos da era colonial.


Resumo Biográfico:


João Francisco António José Bento Bernardo nasceu em 22 de Outubro de 1689 em Lisboa, no Paço da Ribeira, e morreu no mesmo palácio em 31 de Julho de 1750. Encontra-se sepultado no Panteão dos Braganças, na Igreja de São Vicente de Fora da mesma cidade.


O rei era filho de D. Pedro II e de Maria Sofia, condessa palatina de Neuburgo. Foi jurado Príncipe do Brasil a 1 de Dezembro de 1697. Por morte do pai, a 9 de Dezembro de 1706, tornou-se o 24.º rei de Portugal, subindo ao trono, em aclamação solene, a 1 de Janeiro de 1707. Seguindo a tradição iniciada por seu avô D. João IV na altura da Restauração, não foi coroado, coroando-se no seu lugar uma estátua de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira do Reino, com a coroa real.


Em 1696, o então Príncipe do Brasil foi armado por seu pai cavaleiro da Ordem de Cristo. Na infância teve como tutora sua tia avó, a rainha-consorte Catarina de Bragança, esposa de Carlos II de Inglaterra, que após a viuvez havia regressado a Portugal, assumindo a responsabilidade pela educação do jovem príncipe herdeiro. Em 1709, já como Rei de Portugal, D. João V casa com Maria Ana de Áustria, filha do imperador Leopoldo I da Áustria, e irmã do imperador Carlos VI, seu aliado na Guerra da Sucessão Espanhola. O casal teve seis filhos, sendo sucedido por um deles, D. José I.


Como qualquer monarca da sua época, D. João V estava interessado em fortalecer o prestígio internacional do seu reino. Ao longo de todo o seu reinado, mas principalmente nas duas primeiras décadas, sempre tentou afirmar Portugal como uma potência de primeira linha, usando para isso as duas linguagens da época em que vivia: a das armas e, principalmente, a magnificência, típica da era do absolutismo. Ganhou por isso o cognome de Magnânimo; é também por vezes conhecido como o Rei-Sol português. Nos últimos anos de vida sofreu vários ataques de paralisia, que o debilitaram no governo. Não obstante a sua vida pessoal incluir conhecidas relações com várias freiras ao longo da vida, das quais teve vários filhos ilegítimos, receberia ainda do Papa o título honorífico de Fidelíssimo em 1748.


Veríssimo Serrão resume, sobre D. João V:



“[...] era senhor de uma vasta cultura, bebida na infância com os Padres Francisco da Cruz, João Seco e Luís Gonzaga, todos da Companhia de Jesus. Falava línguas, conhecia os autores clássicos e modernos, tinha boa cultura literária e científica e amava a música. Para a sua educação teria contribuído a própria mãe, que o educou e aos irmãos nas práticas religiosas e no pendor literário [...] Logo na cerimónia da aclamação se viu o Pendor Régio para a Magnificência. Era novo o cerimonial e de molde a envolver a figura de Dom João V no halo de veneração com que o absolutismo cobria as Realezas.”



Formação:



A formação do jovem D. João foi entregue a professores jesuítas. O seu primeiro mestre foi o padre Francisco da Cruz da Companhia de Jesus. Para as suas lições de escrita foi escolhido o padre Caetano Lopes e para as de latim o padre João Seco. A disciplina de matemática ficou a cargo do padre Luís Gonzaga. D. João interessou-se tanto por esta última área que mesmo depois de ter subido ao trono continuou a estudá-la. Adquiriu também formação religiosa, bem como conhecimentos arqueológicos.


Poliglota, D. João V sabia na perfeição várias línguas: latim, espanhol, francês e italiano e, claro, o português, que falava da forma mais pura e eloquente. Eram-lhe reconhecidos vários atributos. Era amável, enérgico, profundamente religioso e ciente das suas obrigações e deveres.


Reinado:


O Magnânimo foi aclamado Rei de Portugal aos 17 anos, a 1 de janeiro de 1707, na sequência da morte do pai. Jurando respeitar os costumes e os privilégios dos povos, procurou rodear-se de figuras com experiência, destacando-se o cardeal da Mota, seu principal ministro e braço-direito.


O seu reinado – um dos mais longos da história da monarquia portuguesa – suscitou opiniões contraditórias. Para uns, o seu desempenho foi notável, mas para outros demonstrou uma má administração das riquezas provenientes da descoberta e da exploração das minas de ouro e de pedras preciosas no Brasil.


Quando subiu ao trono, o país estava envolvido na Guerra da Sucessão Espanhola e o Tesouro encontrava-se em rutura. Foi, sem dúvida, uma prova de fogo para o novo monarca.


A sua atuação externa foi pautada por uma neutralidade face às questões políticas da Europa. Entendia que a melhor atitude para recuperar o prestígio internacional era promover a paz e, por isso, firmou-a com o Tratado de Utreque. Esta situação de paz só veio a ser interrompida quando o monarca respondeu ao apelo do papa para ajudar na guerra contra os turcos, tendo Portugal desempenhado um papel decisivo na Batalha de Matapão, em 1717.


Mas se por um lado D. João V favoreceu a neutralidade no jogo das relações internacionais, por outro, consciente do seu valor, não deixou ser comandado por outras nações. Cortou relações diplomáticas, durante alguns anos, com a França e desentendeu-se com a Espanha, em consequência de uma ofensa ao embaixador de Portugal em Madrid.


Graças ao esforço financeiro e à sua persistência, o monarca conseguiu que a Santa Sé concedesse a Portugal a paridade diplomática face aos outros grandes estados da Europa e que, em 1748, o papa Bento XIV lhe atribuísse a si e aos seus sucessores o título de Fidelíssimo.


O Brasil mereceu de o Magnânimo uma atenção especial. Além de ter consolidado as fronteiras do território brasileiro, enviou famílias lusas para assegurar o povoamento, formou quadros administrativos na própria colónia e impulsionou o desenvolvimento económico.


Em Portugal, a realidade já não era tão promissora. Nesse período, a nível interno, sentia-se a crise da agricultura, a ineficácia das iniciativas industriais e a dependência das importações. Essa situação económica foi favorecida pelo ouro que chegava do território brasileiro, mas não de forma suficiente. De acordo com alguns historiadores, D. João V, em vez de empregar as riquezas vindas do Brasil no desenvolvimento da indústria e da agricultura, esbanjava-as em doações, edifícios e noutras áreas menos importantes para o fomento do país.


Apesar de muitos considerarem que a sua atuação foi insuficiente para a expansão económica de Portugal, é inegável que o monarca levou a cabo medidas importantes, como, por exemplo, a instalação de algumas indústrias e a reforma da administração pública.


Um dos fatores que distinguiu o seu reinado dos anteriores foi a faustosa diplomacia portuguesa em questões de protocolo. De acordo com a sua personalidade e com o propósito da glorificação nacional, D. João V investia quantias exorbitantes em atos protocolares. Por exemplo, obedecendo a uma ordem do monarca, o embaixador em França, o conde da Ribeira Grande, entrou em Paris lançando moedas de ouro com a efígie do rei à população. Este tipo de iniciativas revelavam a preocupação de o Magnânimo em evidenciar a ostentação e a prosperidade de Portugal.


Apesar do seu reinado ser conhecido pelos gastos exorbitantes, o monarca também enriqueceu culturalmente o país. Entre os edifícios mandados construir pelo rei destacam-se o Aqueduto das Águas Livres, em Lisboa, a Capela de São João Baptista, na Igreja de São Roque, em Lisboa, e o Palácio e Convento de Mafra. Esta última obra emblemática – símbolo máximo da riqueza desse reinado – foi erguida em cumprimento do voto que o monarca fizera pelo nascimento de D. Pedro, primeiro filho varão que veio a morrer ainda em criança. Estes foram alguns dos seus testemunhos de luxo e esplendor, que deram nome a uma fase da arte portuguesa denominada "barroco joanino".


A formação intelectual e a modernização do ensino também mereceram uma consideração especial por parte de D. João V. Fundou a Academia Real da História, em Lisboa, a Academia de Portugal, em Roma, e o observatório astronómico do Colégio de Santo Antão. Em 1713, criou a Escola do Seminário da Patriarcal, que veio a ser uma das mais importantes instituições de ensino da música em Portugal.


O avanço científico e técnico não foi esquecido pelo rei e, por isso, contratou professores estrangeiros e incentivou os estudos da matemática, das ciências naturais e da medicina. Além disso, impulsionou experiências tecnológicas, como, por exemplo, o engenho voador – Passarola – do padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão.


Amante da música e da literatura, o Magnânimo impulsionou diversos serões musicais e literários. Incentivou a vinda de autores estrangeiros, a compra de livros, a construção de bibliotecas e introduziu a ópera italiana em Portugal.


No início da década de 40, o monarca ficou hemiplégico, vítima de uma apoplexia, mas mesmo perdendo alguma capacidade de trabalho prosseguiu com os seus deveres. Mas, inevitavelmente, o Estado sofreu com a doença do rei. Quando morreu, em 1750, deixou uma corte luxuosa e obras grandiosas que refletiam a sua imagem, daí a designação ao "estilo D. João V".


Saúde e morte do rei:



D. João V sempre teve saúde delicada. Ainda em 1709 foi sangrado devido a caroços no pescoço. Em 1711 convalesceu de uma queixa de flatos. Em 1716 foi restabelecer-se em Vila Viçosa de doença de cariz melancólico. Foi essa a primeira de duas ocasiões em que a rainha sua esposa foi regente do reino em sua ausência.


No dia 10 de Maio de 1742, com apenas 52 anos de idade, teve um forte ataque, que uma testemunha descreveu da seguinte maneira: "um estupor o privou dos sentidos e ficou teso de toda a parte esquerda, com a boca à banda." Este foi o primeiro ataque de paralisia que teve. O monarca melhorou com o passar dos dias, indo aos banhos nas Caldas da Rainha e ao Santuário da Nazaré. Foi essa a segunda vez que a rainha foi regente do reino. D. João V voltou passado pouco tempo ao governo, mas já como um homem diminuído e menos energético.


O rei faria nos últimos anos de vida ao todo mais doze jornadas às Caldas, para convalescer e descansar: Julho-Agosto de 1742, Maio de 1743, Setembro de 1743, Abril-Maio de 1744, Julho de 1744, Outubro de 1744, Maio de 1745, Outubro de 1745, Setembro-Outubro de 1746, Abril de 1747, Setembro de 1747, e Setembro de 1748. Mas gradualmente adoeceu cada vez mais. Em Julho de 1750 piorou então tanto que foi sacramentado. Chamaram-se frades, recitaram-se salmos e jaculatórias, e o Cardeal-Patriarca veio administrar-lhe o sacramento da extrema unção. O rei faleceu a 31 de Julho de 1750, após mais de quarenta anos de governo. Ao morrer, o rei tinha a seu lado a rainha, o príncipe D. José, os infantes D. Pedro e D. António, o futuro Cardeal da Cunha, e os médicos da corte. Jaz no Panteão dos Braganças, ao lado da esposa, no mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.


Títulos, Estilos e Honrarias:


Títulos e estilos



  • 22 de Outubro de 1689 – 1 de Dezembro de 1696: "Sua Alteza, o Sereníssimo Infante João de Portugal"

  • 1 de Dezembro de 1696 – 9 de Dezembro de 1706: "Sua Alteza Real, o Príncipe do Brasil"

  • 9 de Dezembro de 1706 – 23 de Dezembro de 1748: "Sua Majestade, o Rei"

  • 23 de Dezembro de 1748 – 31 de Julho de 1750: "Sua Majestade Fidelíssima, o Rei"


O estilo oficial de D. João V enquanto Rei de Portugal: "Pela Graça de Deus, João V, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc."


Honrarias


Enquanto monarca de Portugal, D. João V foi Grão-Mestre das seguintes Ordens:



  • Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo

  • Ordem de São Bento de Avis

  • Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem de Sant'Iago da Espada

  • Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e Espada


Casamento e Descendência:



O Rei D.João V casou por procuração a 27 de Junho de 1708 com Maria Ana da Áustria e tiveram os seguintes filhos:



  • Maria Bárbara de Portugal

  • Pedro, Príncipe do Brasil

  • José I de Portugal

  • Carlos de Portugal

  • Pedro III de Portugal

  • Alexandre de Portugal

4 comentários:

  1. O meu 8 avô paterno o Joannem Vimarae, não casou com Ana Áustria, apesar de que existe contrato em bebés com Leopoldo I com Pedro II, mas a Ana casa com Louis XIII, é a mãe de Louis XIV e trago provas. O que se faz às pessoas que dizem mentiras, aquando da implementação da monarquia portuguesa, quem mente sobre a Realeza deve sofrer penalizações de acordo com a ley de 1706.

    filius Ludovici XIII. & Anna d´ Auftriacae qui obih die I. Septembris anno 1715- In Hifpania poft Philippum III. vita funclumanno 1621, regnarunt Philippus IV. ejus filius ufque ad annum 1665. deinde Carolus II. qui abíijue liberis deceífit Cal. Novembris anno 1700. conftituto tabulis Teftamentariis herede Philippe Borborito duce Andçgavenfi - ; Is eft Philippus V, qui ab anno 1700. Hiípaniarum Monarchiam gubernavit ufque ad annum 1724. quo filio Ludovico I. renunciavit regnum, quod tarnen eodem anno, Ludovico extinfto, rurfus fuisepit ad/ miniftrandum. In Lufitania vero ab anno 1621. ufque ad annum 1640. regnavit prarlaudatus Philippus IV. rex Hifpaniaruin: at anno 1640. Luiitani proprium regem elegerunt Joannem IV. ducem Bragantiae, qui regnavit ufque ad annum 1656. Huic fucçellit Alphonfus VI. mortuus anno 1683. atque Alphonfo Petrus II. qui e vivis migra, vit anno 1706.

    O meu 10 avô paterno o Joannem IV de Bragantiam Infante Espanhol, era filho de Teuthónio e neto de Philippe II de Espanha, os tais Pulcher e este tem um sobrenome, que passou para João IV e também João V também o teve, como vem da Saxóniae por Weimar ou Vimarae e dentro desta casa, temos o meu sobrenome.

    Thoringorum, ideft non longé à Rheno Thoringorum & Felgarum termino conftitutum; his Antverpiæ permissum, nec ultra, redire ad fuos ritus , dum commune Belgarum fàcramentum pro novo imperio dicerent. Omnia publice gaudii figna, & ipfe non abfurdus vultu comitatem, fermione Felgarum gratiam præferre: fed nobilium qui fupererant tacite indi: gnabantur, refpicere coaéti in Burgundionum folio principem gentis diu inimicæ : mutatum fcilicet dominum, ut pj,illi Belgis

    Catharina Duciffa Bragantiæ, immediatè Eduardi filia arguebatur, Patrem Eduardum fi tempore mortis Henrici in vivis fuiffet , indubitatum futurum regni hæredem , Eduardo defun&o ipfi ejus filiæ fuperftitiidem jus competere, eam Rainutio gradu proximiorem, & Philippo fororis filio , cum ipfâ effet fratris filia , præferendam, Pro Philippo Caftellæ Rege, Ifabellæ Emanuelis filiæ, & Caroli V, Imperatoris filio , afferebatur ; Rainutium Eduardi nepotem,& Catharinam ejufdem filiam , beneficio juris Repræfentationis niti, quod nihil aliud erat, quam fi&iojuris civilis , nec ad regnorum fucceffiones pertinebat , ipfum Rainutio gradus proximitate, Catharina fexus nobilitate , utrifque ætatis prærogativa poti9rem. A Philippo IV. ( Philippi II. qui armis regno potitus eft,nepote)Lufitani regiminis Caftellani pertaefi , defcifcentes, Johannem Bragantiæ Ducem , Theodofii filium , & Catharinæ nepotem ad regnum promoverunt: Caßellani id ut injuftè,& nequiter faétum incufant.

    Chega de história

    ResponderEliminar
  2. A linha de sucessão da Monarquia Portuguesa, segue as Cortes de Lamego de 1143, de acordo com o sangue paterno. O meu sangue paterno é igual a Radulfus I de Habsburg, igual a Conde Henrique, igual a João IV, igual a João VI, que é cromossoma y U152.

    O que lhe vou deixar é um texto do meu 8 avô paterno Joannem V sobre este assunto da verdade da História de Portugal. Na Monarquia Portuguesa rege-se pelo direito do Sangue paterno e não por imposição do espírito santo.

    Em fim o Extrado da minha Hitoria acaba , com etaspalavras, pag.2574: Se he verdade, como »/e afirma, que todos aquelles, que defcendem dos Duques de Bragança jeja por machos, Jeja porfemeas, , legitimos, ou naõ, tem hum direito adquirido de /ucce, der na Coroa de Portugal, cada hum conforme o /eu »gráo; he certo, que no Mundo naõ ha Throno mais , firme, que aquelle , e que a prodígio/a individua»çaõ, em que entra o Padre Sou/a, notando, como elle »faz, todas as filiações da Ca/a de Bragança, as mais , apartadas, e as mais indirectas, nada tem de dema»fiada ; porque por e/le meyo, e/le numero infinito de » pretendentes, logo pode /aber/obre que a/ua perten,çaõ /e funda , e em que ordem pode pretender huma , taõ bella fuccefao. E quem poderia haver afirmado huma femelhante quimera? Seria neceffario fer da ultima credulidade, e fimplicida» de para lhe dar fé. A fuccefaõ ao Throno de Portugal he pelo direito do fangue, regulada nas Cortes » de Lamego do anno de 1143, conforme as Leys de » Lamego, que ali foraõ eftabelecidas,

    O outro assunto, é relativo ao personagem Sr. Duarte Pio de Bourbon e Orléans não é nada de sangue a João IV, nem Pedro II, João V, José I, Maria I, João VI reis de Portugal, não é nada a Portugal

    O sangue da Realeza Portuguesa de Brigantiae ou Braganza, é Rb1 U152 de Conde Henrique e Conrad a João VI

    O sangue da Realeza Portuguesa é, estes não tem Bragança, Rb1 U106 Z305+ de Pedro V a Manuel II

    O sangue dos bourbons e orleans é R-Z381 caucasianos da Turquia.

    Registo 1 - Succeffum é sucessor, Patrem é pai e Nativita é nascimento.

    S. XV. Solimanus ob finiftrum asaltus fruce cellum in rabiem a&us. Jac Bolius Solimanus ob adversum hujus expedi & feq. tionis fucceffum spe in rabiem versa, Jacques de tam impotenti ira commovebatur, ut Borbon.l.cit. parum abfuerit, quin furore ac indignatione abreptus ipsum Mustapham Sororium fuum hujus belli auctorem neciSæeal.XVI. addixiffet. Referunt Scriptorum non- A.C.1522.

    S. XXIV. Magnus Magister in fuo Palatio a Turcarum Imperatore in . Salutatus. Fac. de Riduo post, nimirum in ipfo Nativita Bourbon.

    Registo 2 - Usurpação da coroa espanhola por philippe v de bourbon

    Turcis induciarum violatoribus bellum obmovit, quo EUGENIUs deletis Ottomanorum viribus, Belgradum hungaricis ditionibus adjecit cum Temesvario. Utrique Urbi adjacens Regio cum Valachia per pacem Paffarovicenfem A. 1718. initam CARoLo VI. afferta. Pax haec neceffària fuit ad pellendum ex Italia PHIILIPPUM V. Andegavenfem Hifpaniae Regem.

    The male lineage of the House of Bourbon and the House of Braganza are not the same.
    João of Orléans-Braganza is not from a male Braganza lineage but from the House of Orleans (which is a male lineage of the House of Bourbon). Therefore, the male Braganza lineage was another Y-DNA profile than the male Bourbon lineage.

    É sabido que o ADN de D. Duarte Pio de já foi estudado quer em Espanha (Prof. Lorente no processo do Colombo) quer em Portugal (GenoMed/AGP) e que qualitativamente confirma a origem Caucasiana e similitude com outras casas reais europeias.

    true biological ancestor as well (Table 2). This means that no non-paternity event happened along the three studied in-depth paternal lineages although some rumors that the branch of Bourbon Orleans would be illegitimate. Therefore, the genetic analysis of the three DNA donors in this study revealed the Y-chromosomal variant of the Bourbon lineage, including King Louis XIII, King Louis XIV and Louis,

    ResponderEliminar
  3. Ana Margarida Cardoso Ferreira15 de outubro de 2022 às 10:40

    Não estará a confundir Ana de Áustria com Maria Ana de Áustria?




    ResponderEliminar
  4. Não cara senhora, Anna casou com Louis XIII de França

    Ludovicus XIII. filius Henrici IV. & Mariæ Medicea: tum Ludovicus XIV. cognomento Magnus, filius Ludovici XIII. & Annæ Auftriacæ: qui obiit die 1. Septembris anno 1715.

    E a Mariana da Austria casou com Philippe IV de Portugal e Espanha

    f. 9 4. “ Copia de la renunciacion de las herencias paterna y materna que hizo la Serma. Señora Reyna de España, Doña Mariana de Austria, á favor de sus hermanos el Sermo, Rey de Ungria y Bohemia, Ferdinando Francisco, y los Serenissimos Archiduques Leopoldo Ignacio, y Carlos Joseph, y de su tio el Sermo. Archiduque Leopoldo Guillermo, у en virtud y cumplimiento de lo capitulado en su cassamiento con el Rey nuestro Señor Don Phelipe IV.”

    E agora o casamento Dom João V com a princesa de Fez de Nuremberg e Hesse

    Buhazon V dominante cm Féz advertiodo prudente, que falto da repuiado. elle tratou negócios da maior Importância , eotrtf outros o cafamento do Príncifíe D Joaô^ com fua iiiha, a Princesa D.Joanna^ qtie elie conduzio a Portugal

    Sainte Marie de la Concorde appartient aux Carmes s c'est là que repose, à main gauche du grand Autel, le corps de GaSpar Benemerino auparavant Roi de Fez, qui ayant quitté les grands Etats fe fit Chrétien, & mourut en 1641. voici ce qui fe lit sur son tombeau : SEPVLCHRUM HOC GASPARIS BENEMERINI INFANTIS DE FEZ, ET EJVS FAMILIÆ DE BENEMERINO,

    Catilla con Maximiliano Rey de Boemia que gobernava aquellos Reynos, elde Velezfabiendo que fetratava de largar Artika, condolido . de que e hiziefe eto en tiempo que fe aumentava la mano a n enemigo el de Fez

    Maximilien , à Ton retour d'Espagne, avoit amené avec lui Buhazon parent du roi de Fez : ce Prince persécuté, & depuis peu dépouillé de ses Etats par le Chéris, étoit venu reclamer le secours de l'Espagne contre cet ennemi commun. Les Lecteurs me sçauront, je crois, bon gré de remonter à l'origine des rois de Fez, de Maroc, & à celle des Cherifs, pour leur faire part ici de ce que nous sçavons des Princes qui règnent aujourd'hui en Afrique. J'ai remarqué que Paul Jove, exact d'ailleurs dans ce qui concerne les faits étrangers, n'en parle point dan*, ses histoires, & fort peu dans ses éloges.

    É pena que as pessoas acreditem mais depressa numa mentira que numa verdade, e a verdade vem sempre ao de cima. todos aqueles que acreditam em traídores à coroa portuguesa e na eventualidade de voltarmos à monarquia eu respeitarei escrupulosamente as cortes de lamego de 1143, e não preciso de aval de ninguém da república.

    João

    ResponderEliminar