segunda-feira, 30 de outubro de 2017

A Monarquia do Norte

Após o assassinato de Sidónio Pais, a 14 de Dezembro de 1918, os monárquicos 

portugueses aproveitaram a situação de instabilidade vivida no País 

para redobrar as suas acções no sentido de restaurar o regime derrubado a

 5 de Outubro de 1910. 

Assim, a 19 de Janeiro de 1919, a Junta do Norte proclamou, no Porto, a restauração da Monarquia, anunciando a constituição de uma Junta Governativa. 

Esta era constituída por Henrique de Paiva Couceiro, que, além de presidente, tinha a seu cargo a pasta da Fazenda e Subsistências; 

António Adalberto Sollari Allegro, 

com a pasta do Reino; o visconde do Banho, encarregado dos Negócios Eclesiásticos, da 

Justiça e da Instrução; na Guerra e Comunicações, João de Almeida; nos

Negócios Estrangeiros, Luís de Magalhães; nas

Obras Públicas, Correios e Telégrafos, Artur da Silva Ramos; e na Agricultura, 

Comércio e Indústria e Trabalho, o conde de Azevedo.A proclamação da Junta do Norte gerou focos de resistência ao poder 

republicano em vários pontos do País.

No Norte, os republicanos foram perseguidos e presos, sendo utilizado o Eden-Teatro do Porto como local ondedecorriam os interrogatórios.
A 23 de Janeiro, seguindo os passos dos monárquicos do Norte, os monárquicos de Lisboa 

concentraramse em Monsanto, acabando, porém, por ser vencidos em pouco tempo. 

Os monárquicos do Norte, porém, mantiveram posições durante perto de um mês, dominando a quase totalidade do Minho e Trás-os-Montes, e ainda parte dasBeiras. A revolta caiu a 13 de Fevereiro, com a entrada no 

Porto das tropas fiéis à República.

Monarquia do Norte. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.





Paiva Couceiro - proclamou a monarquia no Porto, tornando-se presidente da respetiva Junta Governativa.


Sem comentários:

Enviar um comentário