sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A Lenda do Milagre das Rosas

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A história mais popular da Rainha Santa Isabel é sem dúvida a do milagre das rosas. Segundo a lenda portuguesa, a rainha saiu do Castelo do Sabugal numa manhã de Inverno para distribuir pães aos mais desfavorecidos. Surpreendida pelo soberano, que lhe inquiriu onde ia e o que levava no regaço, a rainha teria exclamado: ''São rosas, Senhor!''. Desconfiado, D. Dinis inquirido: ''Rosas, em Janeiro?''. D. Isabel expôs então o conteúdo do regaço do seu vestido e nele havia rosas, ao invés dos pães que ocultara.


A época exacta do aparecimento desta lenda na tradição portuguesa não está determinada. Não consta de uma biografia anónima sobre a rainha escrita no século XIV, mas circularia oralmente pelo país nas últimas décadas desse século. O mais antigo registo conhecido é um retábulo quatrocentista conservado no Museu Nacional de Arte da Catalunha.


O primeiro registo escrito do milagre das rosas encontra-se na ''Crónica dos Frades Menores''.


Em meados do século XVI a lenda já tinha sido amplamente difundida, e foi ilustrada por uma pintura anónima, conhecida por ''Rainha Santa Isabel'', no Museu Machado de Castro de Coimbra, e por uma iluminura da ''Genealogia dos Reis de Portugal'' de Simão Bening sobre desenho de António de Holanda. No século XVII surgem mais dois trabalhos anónimos retratando a rainha, a pintura a óleo no átrio do Instituto de Odivelas e o retábulo do Mosteiro do Lorvão.


Note-se que da sua tia materna, Santa Isabel da Hungria, e assim como da Santa Cacilda e da Santa Zita, se conta uma lenda muito idêntica à do Milagre das Rosas.

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