Tradicional mensagem de S.A.R. o Senhor D. Duarte, Duque de Bragança aos portugueses no âmbito das celebrações do 382.º aniversário da Restauração da Independência de Portugal.
Tradicional mensagem de S.A.R. o Senhor D. Duarte, Duque de Bragança aos portugueses no âmbito das celebrações do 382.º aniversário da Restauração da Independência de Portugal.
No dia 22 de maio de 1906, foi realizada uma recepção para comemorar o 20º aniversário do casamento do Rei D.Carlos I e da Rainha D.Amélia no Palácio das Necessidades.
Artigos do "Diário Ilustrado":
No dia 13 de abril de 1887 o "Diário Ilustrado" publicou um artigo com informações sobre o baptizado do Príncipe Real Luís Filipe que se ia realizar no dia seguinte.
Algumas informações:
A JMP e a Causa Real abrem mais 10 lugares extra abrangidos pela Chancela JMP, promovida pela Causa Real. Passam agora a ser 40 lugares para jovens da JMP com quotas em dia!
Inscreve-te enquanto ainda há lugares!
Chancela J.M.P.
As Direções da J.M.P. e da Causa Real criaram a Chancela J.M.P. de forma a incentivar e valorizar a participação jovem no Movimento.
Um abono de 10€ será deduzido no preço das primeiras trinta inscrições de associados da J.M.P. com situação de tesouraria regularizada.
Os valores em regime de Chancela serão então:
- 20€ associados residentes fora de Lisboa (conforme o mapa das Reais);
- 30€ associados residentes em Lisboa;
Reserva Jantar dos Conjurados
Data limite para inscrições: 25 novembro 2022
As reservas podem efetuar-se no link seguinte: tinyurl.com/jmpconjurados22 (link no Linktree da JMP)
Após a inscrição aguarda o nosso contacto para pagamento!
Realizou-se no dia 03 de Novembro de 2022, na Casa dos Arcos, na cidade do Porto, o habitual jantar anual de aniversário da Real Associação do Porto, que contou com a honrosa presença de SS.AA.RR. os Duques de Bragança, assim como, de S.A.R. o Príncipe da Beira.
Fonte: https://realbeiralitoral.blogspot.com/2022/11/videos-do-jantar-comemorativo-do-32.html
Aires Gomes da Silva foi um militar do século XIV, nasceu de uma importante família portuguesa, e desempenhou funções de aio do rei D. Fernando.
Filho de João Gomes da Silva e de Senhorinha Martins, recebeu por designação do rei D. Pedro, em 1357, a Quinta da Silva, com as suas rendas, localizada em Valença do Minho.
Com a subida ao trono de D. Fernando verificam-se diversos benefícios que este último rei da linha da dinastia de Borgonha atribui ao seu vassalo e alferes-mor, em reconhecimento do forte apoio, tanto na infância como na ação das guerras contra o rei de Castela.
Importa destacar um importante registo, em 8 de abril de 1367, que trata da doação de juro e herdade dos lugares de Unhão, Vilar de Torno, Manhuncelos, Atães, Vila Caiz, Brunhais e Regilde, na comarca de Entre-Douro-e-Minho, com a posse de jurisdição civil, casais, honras, maladias, casas e fortalezas, e transmissão a seus herdeiros por via legítima.
Com a conturbada sucessão de D. João I, Aires Gomes da Silva assume-se como apoiante de D. Beatriz, sendo identificado, em 1385, aquando da campanha do rei contra as fortalezas da região de Entre-Douro-e-Minho, a exercer as funções de alcaide do Castelo de Guimarães.
Francisco de Holanda, Da fábrica que falece à cidade de Lisboa (1571)
O Paço Real de Enxobregas, fundado em 1509 pela rainha D. Leonor, esteve instalado nos terrenos onde actualmente se encontra o Asilo D. Maria Pia, o Mosteiro da Madre de Deus e o Palácio dos Marqueses de Niza. O edifício, de uma só correnteza, começava na Rua da Madre de Deus (porta principal da Casa Pia) e estendia-se até ao largo Marquês de Niza.
Vale a pena falar um pouco da personalidade da rainha D. Leonor, viúva do Rei D. João II, que fundou também as Misericórdias e outras obras de caridade. A Rainha era uma mulher infeliz. O irmão, o duque de Viseu, fora morto à punhalada pelo seu marido, El-Rei de Portugal, que mandara também matar, em Évora, o seu cunhado, o duque de Bragança. Seu filho e herdeiro do trono, o príncipe D. Afonso, morreu em Santarém, vítima de um acidente de cavalo. A rainha suportou ainda as infidelidades do marido mas, depois de ter ficado viúva, aos 37 anos, pensou em encerrar-se numa clausura onde pudesse terminar os seus dias, longe da Corte.
Depois da morte do Rei D. João II, D. Leonor adquiriu umas casas em Enxobregas, que pertenciam a D. Inês da Cunha, para ali edificar um Paço onde se pudesse entregar às devoções religiosas. As casas de D. Inês da Cunha, assim como os terrenos que as circundavam, eram conhecidas por “Conchas”, designação que se pensa ter tido origem no facto de ficarem à beira-rio.
A rainha D. Leonor mostrara sempre especial predileção pelo sítio de Xabregas, devido à proximidade do rio e à calma que naqueles locais havia e, por isso, ali mandou então construir um convento de freiras franciscanas, sob a égide de Nossa Senhora. As primeiras sete freiras, oriundas de Setúbal, entraram no mosteiro em junho de 1508 e, no mês seguinte, D. Martinho da Costa, Arcebispo de Lisboa, benzia a Igreja.
Para a escolha do nome que iria ter o convento, conta a tradição – descrita por Alberto Pimentel, em “Portugal Pittoresco Illustrado”, 1908 – que “entraram um dia no Paço de Lisboa dois moços, flamengos no traje, que pretendiam vender à Rainha uma linda imagem de Nossa Senhora, à qual, porventura, chamariam pelo seu mais belo e sublime título: Madre de Deus. Não podendo entender-se quanto ao preço, deixaram os flamengos a imagem em poder de D. Leonor, dizendo-lhe que em outro dia voltariam. Não voltaram mais. A Rainha, espantada do caso, que não podia explicar-se em pessoas que vinham a fazer negócio, e em tanto o estimavam, pôs a imagem na Capela Real e em suas mãos depositou as chaves do novo convento, cuja invocação estava descoberta desde essa hora: seria da Madre de Deus”. Um ano depois da fundação, a rainha D. Leonor colocava o mosteiro da Madre de Deus sob obediência da Ordem de S. Francisco.
O Paço, composto por um conjunto de vários edifícios, incluindo uma dependência conhecida como a “Casa da Rainha”, começava na Rua da Madre de Deus e prolongava-se até ao Largo do Marquês de Niza, estando integrado naquele conjunto o Mosteiro da Madre de Deus.
Em épocas posteriores, o Paço foi aumentado e calcula-se que no reinado de D. João III estivesse em obras de ampliação. Tal suposição, baseada em relatos históricos, assenta no facto do monarca ter vindo morar para Xabregas, nas casas de D. Francisco d’Eça, para fugir à peste que, entretanto, assolara Lisboa. A tese é defendida por Alberto Pimentel, mas o historiador Júlio de Castilho afirma desconhecer quais seriam as casas de D. Francisco d’Eça, em S. Bartolomeu.
Também se pensa que o Cardeal D. Henrique, em 1579, para fugir à mesma doença, se retirou para Enxobregas, de onde seguiu para Vila Franca e Salvaterra, passando por Almeirim.
Este Paço foi residência de Verão de D. João III e ali residiram, também, D. Catarina de Áustria e D. Sebastião.
Em 1640, na data da Restauração da Independência, o Paço serviu de prisão de Estado à duquesa de Mântua, Margarida de Sabóia, que chegara a Lisboa em 1635 como Vice-Rainha.
João IV, por desejo expresso da rainha D. Luísa de Gusmão, doou este Paço ou Palácio, à camareira-mor do Reino, a Condessa de Unhão – fidalgos que antecederam os Marqueses de Niza e mandaram reconstruir o palácio, onde fica a Casa Pia, no século XVIII.
Depois da morte de D. João Xavier de Teles de Menezes e Castro, V Conde de Unhão, casado com D. Maria José da Gama, Marquesa de Niza, a casa de Unhão ficou ligada à de Niza. D. Domingos da Gama, fidalgo boémio e de mãos largas, o último Marquês de Niza, caído em pobreza foi obrigado a vender a casa a um particular, em 1862.
Este particular, cujo nome não se tem conseguido apurar, teria em 1867 vendido a casa ao estado. E, por iniciativa da rainha D. Maria I, os imóveis foram adaptados, sendo ali instalado o Asilo D. Maria Pia, destinado a recolhimento e casa de correção de menores. Pouco tempo depois de entrar em funcionamento, supõe-se que em julho de 1867, um enorme incêndio destruiu praticamente todo o asilo, ficando apenas intacta a capela, de invocação de Nossa Senhora da Conceição.
Quando, em 1869, morreu a última freira clarista que habitava o Mosteiro da Madre de Deus, o edifício passou a integrar os imóveis do Asilo D. Maria Pia. Em 1928 o Asilo passou a chamar-se Escola Profissional D. Maria Pia, também conhecida por Casa Pia de Lisboa.
Acrescente-se que, no conjunto dos edifícios do Paço, designadamente em parte do que foi o Palácio dos Marqueses de Niza, esteve instalada a Escola Industrial Afonso Domingues, entre 1884 e 1956. A mais antiga escola industrial portuguesa foi, posteriormente, transferida para o local onde hoje se encontra, junto à Estrada de Marvila e em frente à Calçada do Duque de Lafões.
Alberto Pimentel defende ter sido no Paço de Xabregas que Gil Vicente representou o Auto da Sybilla Cassandra (1513), perante a infanta D. Beatriz, mãe de el-rei D. Manuel.
Hoje nada resta deste Paço Real que foi, originalmente, o primeiro prédio da Rua da Madre de Deus. No interior da atual Casa Pia de Lisboa encontram-se apenas alguns vestígios de arte, essencialmente azulejos que, contudo, não são anteriores ao século XVIII. Do mosteiro, que devido à traça modesta se julga ter sido de construção rápida, apenas existe a Igreja da Madre de Deus.
Fonte: https://jf-beato.pt/paco-real-de-enxobregas/
O Correio Real n.º 26, revista semestral da Causa Real produzida pela Real Associação de Lisboa, para distribuição em Dezembro, conta com 36 páginas a cores, e para além de diversos artigos opinião, inclui notícias de actividades do nosso Movimento e da Família Real Portuguesa, um ensaio de José Adelino Maltez sobre a génese da Constituição de 1822, um artigo sobre o Jubileu de Ouro da rainha Margarida da Dinamarca, e uma entrevista ao Embaixador José Bouza Serrano.
Dia 28 de Junho - 15h30 - Recepção de Sua Alteza, Dom Duarte no Regimento de Infantaria 14, com visita às instalações, museu e exposição da Bandeira do Regimento bordada e oferecida por Sua Majestade, A Rainha Dona Amélia. - S.A.R., Dom Afonso não esteve presente nesta visita.
Dia 28 às 17.00 horas - Presença de crianças e jovens do Lar Escola de Santo António no Centro Hípico Montebelo para baptismo hípico, com a presença de S.A.R., O Príncipe da Beira, Dom Afonso.