Pedro Silva, cujo nome original era Frederico, foi um camareiro do rei Dom Carlos e aio dos príncipes Luís Filipe e Manuel. Residia em Linda-a-Velha, depois da implantação da República, primeiro no Palácio dos Aciprestes e depois em casa do seu cunhado Octávio, acompanhado do sobrinho Augusto Berneaud.
Quando a Rainha D.Amélia visitou Portugal em 1945, quando Pedro Silva se viu frente a frente com a rainha dobrou o joelho para lhe beijar a mão e esta pegando-lhe no braço levantou-o dizendo “ Frederico nem tu nem eu já temos idade para essas coisas”.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2022
Pedro Silva, camareiro do Rei D.Carlos I
sábado, 29 de janeiro de 2022
Livro "O Regresso de D. Sebastião"
No verão de 1598, surgiu em Veneza um estranho que afirmava ser o rei D. Sebastião de Portugal. Era uma extraordinária reivindicação, já que não apresentava semelhanças físicas com o monarca e mal falava português. Mas o que tornou a sua pretensão ainda mais singular foi o facto de D. Sebastião ter tombado em batalha vinte anos antes, morto pelos mouros.
A princípio, as autoridades ignoraram-no, considerando-o um charlatão, mas quando investigaram ficaram perplexos com os sinais distintos que trazia no corpo, que, correspondendo exatamente aos do rei, não poderiam suscitar dúvidas. Mas elas existiram. Além da questão dos sinais, se o homem não era o rei, como poderia ele saber de tantos pormenores da vida de D. Sebastião, particularidades que só o rei conheceria? E se fosse mesmo D. Sebastião - cujo corpo, embora caído em batalha, nunca foi encontrado -, onde teria ele estado durante os vinte anos anteriores? O rei estava morto. O rei estava vivo.
D. Sebastião, o Alexandre português, simbolizou as esperanças e os receios do reino. O seu nascimento resgatou a população da inquietude. Depois, a sua morte reduziu Portugal a uma neurose profunda. E, por fim, a sua ressurreição conduziu a população a um apocalítico frenesim.
O rei D. Sebastião foi enterrado não uma, não duas nem mesmo três vezes: o jovem rei teve quatro enterros. Ainda assim, recusou-se a morrer. De Veneza a Florença, de Nápoles a Lisboa, de Marrocos a Espanha, O Regresso de D. Sebastião narra toda esta assombrosa, mas verdadeira, história.
Livro: https://www.wook.pt/livro/o-regresso-de-d-sebastiao-a-r-azzam/25356822